Cuiabá

Prefeitura estuda contratar pessoas em situação de rua para reforçar segurança no Centro Histórico – Agora Pod

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A região central de Cuiabá presencia uma grande quantidade de estabelecimentos fechando e comerciantes mudando os negócios de lugares. É comum encontrar portas fechadas ao transitar em vias próximas, por exemplo, na Avenida da Prainha próximo ao Centro Histórico. Nos tradicionais calçadões, a cena não é muito diferente. Prédios abandonados também se somam à paisagem de terra arrasada. No período noturno, a região do Morro da Luz e do Beco do Candeeiro é escura e se transforma em um espaço propício para circulação de dependentes químicos e pessoas em situação de rua.

Em entrevista ao AgoraPod, o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Botura Portocarrero, explicou que a questão da segurança é um dos principais gatilhos que afastam os comerciantes e também a população da região e projetos já estão sendo produzidos para solucionar o desafio. Trazer as pessoas de volta para esse espaço e promover o que é chamado de ‘revitalização do centro’, é um dos desejos da gestão, mas, mais que isto, foi promessa de campanha.

Portocerrero aponta que um dos projetos que visa solucionar principalmente a questão da segurança no local traz a proposta de contratar pessoas em situação de rua da região para atuar na limpeza e manutenção do Centro. “Nós estávamos pensando em selecionar pessoas, moradores de rua que convivem com aquela região da cidade […] para participarem, por exemplo, da manutenção do calçadão. Elas vão participar fazendo parte da limpeza e vão receber um salário”, apresentou o secretário.

De acordo com Portocarrero, o projeto piloto já está em andamento e conta com um grupo de dez pessoas selecionadas que irão compor um projeto piloto para avaliar a viabilidade. A seleção das pessoas em situação de rua é feita em conjunto com freiras da Igreja Nosso Senhor dos Passos que atuam na comunidade e realizam trabalhos com eles diariamente.

As pessoas escolhidas para atuar são aquelas que não têm relação com drogas ou com atos criminosos, como depredação do comércio. “As freiras já fizeram uma pré-seleção, que são aqueles que têm essa situação de morarem na rua, mas que têm uma índole melhor, que estão ali por conta de uma circunstância”, afirmou.

A questão, além da possibilidade de ajudar na segurança e limpeza do centro, pode auxiliar na reintegração dessas pessoas, ao oferecer um trabalho e acompanhamento a elas, uma vez que o projeto envolve a Secretaria de Bem-Estar Social.

“Coloca essas pessoas, dá uma oportunidade para que elas possam se integrar novamente e, com isso, restabelecer uma relação com o comércio, porque os comerciantes ficam muito sentidos com isso, eles perdem o negócio, muitas vezes são obrigados até a sair dali porque os clientes não vêm mais. Então, para ver se a gente consegue fazer uma pactuação assim, não é?”, concluiu o secretário.

Por último, ele destaca que o projeto está apenas em fase inicial e de teste. “A gente estaria trazendo essas pessoas para participar, inicialmente de forma experimental, para avaliar como isso funciona na prática”, finalizou.

Fonte: leiagora

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