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Brasil assume presidência para fortalecer cooperação no Atlântico Sul

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2026

O Brasil assumiu nesta quinta-feira (9) a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), bloco formado por 24 países, em sua maioria africanos, com a proposta de manter a região livre de conflitos e tensões geopolíticas.

Durante reunião realizada na Escola Naval, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a necessidade de evitar que disputas externas influenciem o Atlântico Sul. Segundo ele, a atual conjuntura internacional, marcada por diversos conflitos armados, exige maior compromisso com a paz e a cooperação entre os países da região.

O chanceler ressaltou que o aumento nos preços de energia e alimentos está diretamente ligado às tensões globais, com efeitos mais severos sobre países em desenvolvimento. Ele afirmou que a prioridade brasileira será fortalecer a estabilidade regional e promover ações conjuntas em defesa do desenvolvimento sustentável.

A Zopacas reúne países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Uruguai, além de 21 nações africanas ao longo da costa oeste do continente. A presidência brasileira terá duração de três anos, sucedendo Cabo Verde.

Entre os principais objetivos da aliança estão a manutenção do Atlântico Sul como uma zona livre de armas nucleares e de destruição em massa, além do fortalecimento da segurança marítima. Isso inclui ações contra o tráfico de drogas, pirataria e pesca ilegal.

Outro ponto de destaque é a agenda ambiental. O Brasil pretende avançar na criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul e na aprovação de medidas voltadas à proteção do meio ambiente marinho. Ao final do encontro, está prevista a assinatura de uma convenção para ampliar a prevenção e o controle de danos aos oceanos.

Criada em 1986 no âmbito das Nações Unidas, a Zopacas busca promover a cooperação entre países banhados pelo Atlântico Sul, abrangendo áreas como defesa, meio ambiente e desenvolvimento econômico.

No campo da cooperação internacional, o Brasil atua por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que desenvolve projetos voltados à redução da pobreza, segurança alimentar, agricultura familiar e capacitação profissional. As iniciativas são implementadas conforme as demandas dos países parceiros, respeitando suas prioridades e estratégias de զարգացման.

Fonte: cenariomt

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