A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, realizou uma reunião técnica na tarde desta segunda-feira (30) com profissionais do programa Mais Médicos para assegurar a continuidade do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O encontro serviu para esclarecer que, apesar do pedido de descredenciamento de 15 vagas na modalidade de coparticipação, nenhum profissional será desligado neste momento. A gestão enfatizou que os médicos permanecerão atuando normalmente até que uma nova rodada de discussões seja finalizada com o Ministério da Saúde.
A decisão de solicitar o descredenciamento das 15 vagas foi motivada por uma análise administrativa e financeira da Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente, o custo mensal desses profissionais chega a mais de R$ 253 mil, representando um gasto individual de aproximadamente R$ 16,6 mil (incluindo bolsa e benefícios) arcado integralmente pelo município. A secretária de Saúde, Deise Bocalon, explicou que o objetivo é reduzir o impacto na folha de pagamento e buscar modelos de contratação mais econômicos, permitindo redirecionar recursos para a compra de insumos e outras áreas prioritárias.
Durante a reunião, a prefeita destacou o valor do trabalho médico na “ponta” do sistema, ressaltando que o atendimento é essencial para as famílias que dependem da rede pública. Atualmente, Várzea Grande conta com 25 profissionais no programa, sendo 10 custeados pelo Governo Federal e os outros 15 pela prefeitura. A futura secretária da pasta, Valéria Nogueira, informou que já iniciou diálogo com Brasília para buscar soluções mais viáveis, destacando que o processo de transição legal não é imediato e pode levar até oito meses.
O clima entre os médicos presentes, como os que atuam nos bairros Cristo Rei e 24 de Dezembro, foi de maior tranquilidade após as explicações. Muitos profissionais relataram que a notícia anterior havia gerado insegurança tanto na categoria quanto nos pacientes, especialmente idosos que possuem forte vínculo com seus médicos. A gestão municipal reforçou que o foco permanece na eficiência administrativa sem comprometer a assistência à saúde da população rondonopolitana.
Fonte: cenariomt





