Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, enviaram (1) uma caixa contendo amostras de um vírus e de uma bactéria para a Estação Espacial Internacional (ISS), onde esses micróbios foram cultivados e observados ao longo de 25 dias.
O vírus escolhido foi o T7, um bacteriófago (ataca bactérias). Já a bactéria foi a Escherichia coli, que vive no sistema digestivo de humanos e diversos animais (mas também pode causar doenças).
A microgravidade do espaço desencadeou mutações na E. coli, com alterações em genes relacionados à membrana externa, que ficou mais resistente. Mas o mais surpreendente aconteceu em seguida: o vírus T7 também passou a sofrer mutações, que o tornaram capaz de atacar essa versão reforçada da E. coli.
Ou seja, a microgravidade provocou uma competição entre os dois micróbios. Agora, os cientistas pretendem usar os efeitos dela para desenvolver novos bacteriófagos, que possam tratar infecções resistentes a antibióticos.
Fonte 1. “Microgravity reshapes bacteriophage–host coevolution aboard the International Space Station”
Fonte: abril





