Saúde

Baixa vacinação contra HPV entre adolescentes: pesquisa revela riscos

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2026

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acendeu um alerta sobre a baixa cobertura vacinal contra o HPV entre adolescentes brasileiros. Apesar de o Sistema Único de Saúde oferecer gratuitamente a vacina, uma parcela significativa do público-alvo ainda não está protegida contra o vírus, que pode causar diferentes tipos de câncer.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada em 2024, apenas 54,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmaram ter sido vacinados contra o papilomavírus humano. O HPV está associado a 99% dos casos de câncer de colo do útero, além de tumores no ânus, pênis, boca e garganta.

A vacina é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária considerada ideal para a imunização, já que o vírus é transmitido principalmente por via sexual. No entanto, o levantamento aponta que 10,4% dos adolescentes não receberam a dose e 34,6% não souberam informar se foram vacinados, o que representa cerca de 1,3 milhão de jovens desprotegidos e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis.

Os dados também mostram que 30,4% dos estudantes já iniciaram a vida sexual, com média de idade de 13,3 anos entre meninos e 14,3 anos entre meninas. Ainda assim, a cobertura vacinal caiu oito pontos percentuais em comparação com 2019.

A falta de informação aparece como um dos principais obstáculos. Entre os adolescentes não vacinados, metade afirmou desconhecer a necessidade da imunização. Outros fatores incluem resistência dos responsáveis, dúvidas sobre a função da vacina e dificuldades de acesso aos postos de saúde.

Diferenças também foram observadas entre estudantes de escolas públicas e privadas. Enquanto 11% dos alunos da rede pública não se vacinaram, o índice é de 6,9% na rede privada. Por outro lado, a recusa dos pais foi mais frequente entre estudantes de escolas particulares.

Especialistas apontam que o ambiente escolar pode desempenhar papel fundamental na ampliação da cobertura vacinal, ao facilitar o acesso, promover informação e conscientizar famílias.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam melhora nos índices, com cobertura de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos em 2025. Desde 2024, a vacina passou a ser aplicada em dose única. Além disso, uma campanha de resgate vacinal busca imunizar jovens de 15 a 19 anos que perderam o prazo recomendado, com ações previstas até junho de 2026.

A orientação é que adolescentes e responsáveis verifiquem a situação vacinal nas unidades de saúde ou por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

Fonte: cenariomt

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