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Chikungunya se espalha por 17 cidades de Mato Grosso do Sul; 46 mil doses de vacinação serão disponibilizadas

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2026

A chikungunya segue avançando em Mato Grosso do Sul, com a inclusão de mais cinco municípios na lista de alta incidência de casos prováveis da doença. Nesta quarta-feira (1°), o Governo do Estado anunciou estratégias de vacinação com 46,5 mil doses previstas.

Conforme o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), são 1.764 casos confirmados, com 3.657 casos prováveis e sete óbitos pela doença confirmados nos municípios de Dourados, Bonito e Jardim.

Entre as vítimas, as três possuíam algum tipo de comorbidade. Além disso, o boletim também informa cerca de 37 casos confirmados de chikungunya em gestantes. A lista de municípios com alta incidência de casos prováveis passou para 17 cidades, sendo os seguintes, pela ordem de maior incidência:

  • Fátima Do Sul;
  • Jardim;
  • Sete Quedas;
  • Vicentina;
  • Selvíria;
  • Paraíso Das Águas;
  • Guia Lopes Da Laguna;
  • Bonito;
  • Amambai;
  • Antônio João;
  • Corumbá;
  • Água Clara;
  • Figueirão;
  • Costa Rica;
  • Dourados;
  • Angélica
  • Jateí.

Diante do cenário, o governo estadual anunciou a vacinação contra a chikungunya com a previsão de envio de 46.530 doses para Dourados e Itaporã, municípios que concentram o surto da doença na região sul do estado.

Ações para conter o avanço da doença incluem reforço da assistência, intensificação da vigilância, ampliação do diagnóstico e apoio direto aos municípios, conforme a secretária adjunta de estado de saúde.

“As equipes, os gestores municipais e também os gestores estaduais estão atento a toda a a organização dos seus territórios para que não chegue a essa situação de epidemia. No município de Dourados e no município de Itaporã, nós temos um apoio neste momento da força nacional com 20 profissionais de saúde para auxiliar na busca ativa e no encaminhamento desses pacientes para as unidades básicas de saúde e também para os hospitais quando tem necessidade.
O controle vetorial ele é extremamente importante. Então é o estado é um estado endêmico, então é necessário que todos nós cuidemos desse controle vetorial e principalmente também as condições climáticas.”

Crhsitinne Maymone, Secretária-adjunta de Estado de Saúde

Além da vacinação e na ampliação da assistência, a SES reforçou que a prevenção continua sendo essencial no combate chikungunya. A orientação é seguir com a eliminação de água parada e buscar atendimento de saúde ao surgir sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, evitando a automedicação.

O infectologista Julio Croda explicou que os casos devem seguir em crescimento no estado, sendo importante que ocorram ações para impedir a proliferação dos vetores.

“Então, acho que é um momento de alerta para o estado todo, entendendo que a gente tá nesse final de sazonalidade, iniciando a sazonalidade de vírus respiratório, que agora começa a aumentar também no estado. Então, é bom se preparar para esses surtos, tanto de arboviroses como os vírus respiratórios e entender que ano que vem a gente vai ter circulação e a gente vai ter esse tempo todo para fazer um controle vetorial mais eficiente.
E é importante entender que, apesar da gente estar no último mês de sazonalidades das arboviroses, muito provavelmente a transmissão do chikungunya vai permanecer por mais um, dois anos, porque existe muitas pessoas suscetíveis. A chikungunya chegou recentemente aqui no estado, a transmissão tá ocorrendo com maior intensidade esse ano, mas deve ocorrer também em 2027, eventualmente em 2028″.

Julio Croda, infectologista

Fonte: primeirapagina

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