Entre os principais achados está a identificação de Bisfenol A (BPA), substância associada à decomposição de materiais plásticos e conhecida por interferir no sistema hormonal, o que amplia a preocupação com possíveis impactos também à saúde humana. Segundo os pesquisadores, a contaminação já está presente em toda a bacia, mas ainda há margem para intervenção, especialmente com melhorias na coleta de resíduos sólidos e no tratamento de efluentes, além da redução do consumo de plástico.
As principais fontes de poluição identificadas são o descarte inadequado de lixo em áreas urbanas e o lançamento de esgoto contendo microfibras têxteis, um tipo de poluente de difícil controle. Especialistas destacam que a maior concentração de resíduos está próxima aos centros urbanos e que, embora o rio tenha certa capacidade de depuração ao longo do percurso, isso não elimina o risco de acúmulo no Pantanal.
Os impactos também atingem a base da cadeia alimentar. Pesquisas apontam que o zooplâncton, organismo essencial para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, pode ter seu funcionamento comprometido pelos microplásticos, afetando diretamente a dinâmica ambiental.
Diante do cenário, pesquisadores e especialistas reforçam que o enfrentamento do problema depende da integração entre ciência, políticas públicas e mudanças no comportamento da população, especialmente com a redução do uso de plásticos descartáveis, como copos, garrafas e canudos.
Durante o evento, participantes também acompanharam atividades práticas, como observação de organismos microscópicos, demonstrações sobre o impacto das chuvas no Pantanal e ações educativas sobre resíduos sólidos, com o objetivo de ampliar a conscientização ambiental e incentivar práticas mais sustentáveis no dia a dia.
Fonte: Olhar Direto





