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Vacina inédita contra Chikungunya é enviada a Mato Grosso do Sul: combate ao surto priorizado

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2026

Com o avanço acelerado dos casos de Chikungunya na região sul de Mato Grosso do Sul, o estado foi incluído em um projeto piloto de vacinação contra a doença, coordenado pelo Ministério da Saúde.

A vacina que será utilizada já foi aprovada pela Anvisa e está na fase 4 de monitoramento, etapa em que se avalia a efetividade em condições reais de uso.

De acordo com a coordenadora estadual de imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Paula Goldfinger, Mato Grosso do Sul receberá 40 mil doses, que serão distribuídas nos municípios de Dourados e Itaporã.

“Apresentamos dados epidemiológicos que demonstram a necessidade da implantação desse projeto piloto no estado, o que reforçou nossa solicitação junto ao Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, explicou.

Nos próximos dias, o Instituto Butantan deve iniciar o treinamento de profissionais das salas de vacina, com o objetivo de organizar a rede estadual e viabilizar o início da campanha.

“Já temos o aval e estamos na fase de treinamentos das equipes, aguardando apenas as tratativas finais”, completou a coordenadora.

A vacina contra a Chikungunya será aplicada em dose única e destinada à população entre 18 e 59 anos.

Surto de Chikungunya

Diante do aumento expressivo de casos, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou sua equipe de sete para 21 profissionais na região sul do estado, com o objetivo de conter a disseminação da doença.

Conforme dados da Sala de Situação, já são mais de mil casos notificados e mais de 500 confirmados. Mais da metade dos diagnósticos positivos está concentrada entre moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru.

Segundo a Gerência Municipal de Saúde de Itaporã, apenas na última semana a demanda por atendimento de pacientes com sintomas da doença aumentou 78%.

Diante do cenário, uma intervenção de urgência da Força Nacional do SUS no município deve ser definida ainda nesta segunda-feira (23).

Vacinação no Brasil

No Brasil, a aplicação da vacina ocorre de forma controlada, permitindo o acompanhamento dos resultados e dos impactos na redução de casos.

A escolha dos locais segue critérios técnicos, como a intensidade da circulação do vírus, a capacidade operacional dos serviços de saúde e a estrutura de vigilância epidemiológica.

Nesse contexto, Dourados passou a ser considerado prioridade, principalmente devido ao impacto da doença entre populações indígenas, onde o risco é mais elevado.

Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação será realizada de forma gradual e sob monitoramento rigoroso.

A expectativa do Ministério da Saúde é que, a partir dos resultados obtidos nessa fase, haja ampliação progressiva da vacina contra a chikungunya no SUS, alcançando mais municípios e populações em todo o país.

Fonte: primeirapagina

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