“Nós vamos querer que o governador Mauro tome a decisão. Ou vai seguir com vocês ou não vai seguir com vocês. Vai chegar um momento ele vai falar que, olha, eu vou ficar com coerência minha aqui, vou ficar com o Pivetta (…) Quase impossível. Porque realmente não adianta nós entrarmos só com um lado do corpo. Nós temos que entrar de corpo e alma. Não adianta ir só com um lado”, disse Ananias ao Olhar Direto.
O endurecimento do discurso ocorre em meio ao afunilamento da montagem do tabuleiro de 2026, quando Mauro Mendes é tratado como pré-candidato natural ao Senado e o PL já trabalha com palanque próprio no Estado, com o senador Wellington Fagundes para o governo e o deputado federal José Medeiros para o Senado. Mauro, por sua vez, tem declarado apoio a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao governo.
Na entrevista, Ananias afirmou que a entrada de Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência foi o ponto de virada que “selou” a estratégia para 2026 e reduziu as margens para acordos estaduais que não garantam palanques fechados com o partido.
“Com a advento da candidatura de Flávio Bolsonaro, não tem como PL recuar em estado nenhum. Nós vamos ter candidaturas”, afirmou. “Agora nós não estando do lado do Mauro, nós vamos estar mostrando que nosso candidato é A e B, não é ele”, disse, ao explicar que a composição só seria possível se o governador assumisse um posicionamento inequívoco.
Ananias sustenta que, com a polarização nacional se consolidando, a neutralidade passou a ser um problema eleitoral. Na visão dele, se Mauro Mendes não estiver no palanque do PL, o partido vai trabalhar para deixar claro ao eleitor que seu projeto é outro, com candidatos próprios e identidade bolsonarista.
Fonte: Olhar Direto






