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Mato Grosso: 7 barragens de mineração abandonadas, 2 em alerta

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Mato Grosso está em segundo lugar no país em número barragens de mineração abandonadas, com sete unidades paradas, em cinco municípios diferentes, duas delas em estado de alerta, com alto risco de rompimento. Nacionalmente, MT está atrás somente de Minas Gerais, que possui 16 unidades.

A situação das barragens em Mato Grosso ganhou destaque nacional na coluna de Paulo Campanelli, do portal Metrópoles. Na coluna é dito que duas barragens usadas na mineração de ouro são de grande risco e alto dano potencial. São elas a barragem Fortuna, ligada a Marcos José Martins Fernandes, no município de Pontes e Lacerda, e a barragem Neta, atrelada a Diego Sergio de Oliveira Almeida, em Nossa Senhora do Livramento.
Ao , o Ministério Público Federal (MPF) informou que instaurou notícia de fato, que é o registro inicial de qualquer denúncia encaminhada ao órgão. O MPF também informou que, até o momento, não pode passar mais detalhes, pois o processo está sob sigilo.
 
No caso da barragem Neta, segundo a coluna do Metrópoles, a última vistoria ocorreu em 2025, por meio de drones, e constatou que nenhuma das obrigações relativas à Política Nacional de Segurança de Barragens está sendo respeitada nos últimos anos, além de “inação, descaso e não manifestação” diante das exigências feitas.
Ainda sobre a situação das barragens em Mato Grosso, o mais recente relatório do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão: Educação, Mineração e Território (EduMite) da Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg), publicado no fim de janeiro deste ano, aponta que duas barragens abandonadas estão em nível de alerta, são elas a B1, do grupo Euromáquinas Mineração LTDA, localizada no município de Nova Lacerda, e a Barragem Lagoa do grupo Mineral de Nossa Senhora do Livramento, localizada em Nossa Senhora do Livramento.
Ambas as barragens estão no nível de alerta e constam como “descadastradas” na Agência Nacional de Mineração e, segundo o estudo da UFMG, a maioria das barragens descaracterizadas no Brasil é classificada pelo método de “estrutura remanescente”, ou seja, onde não ocorre a retirada total dos rejeitos e resíduos. Dessa forma, mesmo desativada e por consequência fora do sistema de informações da Agência Nacional de Mineração, muitas mantêm os rejeitos e resíduos.
Além das barragens já citadas, em Pontes e Lacerda, existe a barragem Berion 2, da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Pontes e Lacerda (COMPEL), que está em Nível de Emergência I, onde é detectada anomalia que indica potencial rompimento da estrutura. 
Por fim, as barragens restantes são a Barragem de Rejeito Estrela 04, em Nossa Senhora do Livramento, cujo status atual é de sem emergência. Em Poconé existem mais duas barragens inativas que também despontam na categoria sem emergência, são elas a CF-Leste e CF-Oeste. 
Em Cuiabá também existe uma barragem abandonada, que é a KIN T01, que atualmente não apresenta risco.
A reportagem do entrou em contato com a Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema) referente às medidas que a pasta tem tomado para mitigar os riscos de rompimentos das barreiras. Segundo a pasta, a demanda das informações foi encaminhada ao setor responsável para que seja feito o levantamento das informações.

 

Fonte: Olhar Direto

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