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Imagem aérea surpreendente: comitiva com 1,5 mil animais no Pantanal

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Uma comitiva pantaneira com mais de 1,5 mil animais foi registrada pelo biólogo e fotógrafo Luiz Felipe Mendes durante a travessia pela Ponte do Passo do Lontra, sobre o Rio Miranda, em Corumbá. Guiados pelo peão João Luiz, os bovinos cruzam a estrutura em uma cena que une tradição, resistência e paisagem típica do Pantanal.

As imagens, feitas em fevereiro, chamam atenção pela grandiosidade da boiada e pela harmonia do deslocamento.

O trajeto completo da comitiva pode durar até 60 dias, dependendo da distância e das condições climáticas.

João Luiz é um dos responsáveis pela condução e representa a quarta geração da família a manter viva a tradição pantaneira.

O ofício atravessa gerações: começou com o avô, passou pelo pai, chegou até ele e agora segue com o filho, preservando um modo de vida profundamente ligado à cultura regional.

Comitiva pantaneira

Mato Grosso do Sul tem forte ligação histórica com a pecuária e o manejo extensivo. Antes da modernização do transporte rural, o deslocamento do gado entre fazendas era feito exclusivamente a pé. Os peões, montados a cavalo, guiavam o rebanho por longas distâncias até o destino final.

Foi nesse contexto que surgiram as comitivas: grupos de trabalhadores que passam semanas, ou até meses, na estrada conduzindo a boiada.

Na maioria dos casos, os próprios funcionários da fazenda realizam o transporte. Em situações específicas, podem ser contratados peões especializados apenas para essa finalidade.

Embora o ciclo das águas no Pantanal seja um dos principais fatores que motivam as comitivas, a compra e venda de gado também impulsionam a atividade.

Animais adquiridos em outras propriedades, inclusive em diferentes estados, precisam ser conduzidos até a nova fazenda, muitas vezes por longas distâncias.

Dentro da estrutura da comitiva, cada integrante desempenha uma função estratégica. O ponteiro segue à frente, abrindo caminho e definindo o ritmo da boiada. O meieiro atua no centro do rebanho, mantendo a organização. Já o culatreiro permanece na retaguarda, evitando que animais se dispersem. Além deles, há o cozinheiro, responsável por montar o acampamento e preparar as refeições ao longo da jornada.

Mais do que um deslocamento de gado, a comitiva pantaneira se tornou um patrimônio cultural do Pantanal, mantendo práticas tradicionais que atravessam gerações.

Fonte: primeirapagina

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