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Max Russi apoia criação de novo município em MT: Sou favorável a novas cidades, afirma parlamentar

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (PSB), afirmou que defende toda e qualquer criação de município em Mato Grosso, ao ser questionado sobre projeto ligado a grupo do agronegócio que quer fundar ‘Gilmarlândia’, cidade na região médio-norte do estado que homenagearia o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

 
“Não é que eu concordo com a criação desse município, concordo com a criação de qualquer município dentro do estado de Mato Grosso. Nós temos municípios aqui, são distritos que são maiores do que os municípios, nós temos distrito com 8 mil habitantes, não tem como eu ser contra, sendo que nós temos cidades com 2, 3 mil habitantes”, opinou o parlamentar.
 
A proposta de homenagear o ministro do STF natural de Diamantino é capitaneada pelo produtor rural Eraí Maggi e prevê a implantação de dois distritos que futuramente poderão dar origem a uma nova cidade. A repercussão sobre a proposta nos últimos dias fez diminuir a o apoio ao nome ‘Gilmarlândia’.  
 
Questionado se a Assembleia Legislativa estaria inserida no processo de criação do município, Max argumentou que o trâmite foge da alçada do legislativo estadual. “Isso não depende da Assembleia, é uma legislação federal, depende de Brasília. Eu apoio isso, mas eu não tenho poder, influência e condição de definir isso. Se tivesse essa definição, alguns distritos que são maiores do que o município já teriam sido emancipados”, garantiu.
 
O projeto para fundar a nova cidade foi apresentado publicamente no sábado (21), em uma área da Fazenda Bom Futuro, a aproximadamente 16 quilômetros do Trevo da Libra, pela MT-010, sentido Campo Novo do Parecis (cerca de 397 km da Capital). O evento reuniu trabalhadores da região, prefeitos e lideranças estaduais, como o próprio Max Russi (PSB), o vice-governador Otaviano, Pivetta (Republicanos), e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União).
 
Para Max, a criação de novas cidades traz cidadania para os moradores das localidades. “Sempre que for chamado para se criar uma estrutura onde a gente possa fazer construção de casas, dar conforto para a comunidade, pessoas que estão isoladas, tem dificuldade de atendimento de saúde, atendimento de levar as crianças nas escolas, que tem que uma criança pegar o ônibus e sair 3, 4 horas da manhã, fazer 200, 300 quilômetros para ir em uma sala de aula, eu vou trabalhar para que essa estrutura seja feita, seja edificada e essa criança seja atendida com a sua escola perto da sua casa”, explicou.
 
 
A proposta inicial prevê a criação de dois distritos administrativos: um vinculado a São José do Rio Claro (cerca de 315 km de Cuiabá) e outro a Diamantino. Esses distritos funcionariam como base jurídica e administrativa para, no futuro, pleitear a emancipação política e a criação de um novo município.
 
Durante o evento, o ministro Gilmar Mendes destacou que a iniciativa pode contribuir para estruturar um núcleo urbano voltado às famílias que trabalham na região.
 
“Eu acho importante essa iniciativa de se ter um núcleo de apoio para as famílias e pessoas que trabalham nessa região. Já temos a experiência da Deciolândia e agora temos esse projeto que há muito era sonhado pelo Eraí Maggi e acho que agora começa a ter desdobramento”, afirmou.
 
Ao ser questionado sobre os entraves políticos e legais para a criação de um novo município, processo que pode levar anos e depende de legislação estadual e federal, além de estudos de viabilidade, o ministro reconheceu que o caminho exige articulação institucional ampla.
 
“Com certeza. Isso precisa de ter um esforço bastante grande de todas as pessoas e todas as instituições. O que se busca é instalar escolas, instalar espaços de lazer para as pessoas, espaços de tratamento de saúde para as pessoas que eventualmente trabalham ou até moram nessas cercanias”, pontuou, acrescentando que o Judiciário também tem papel de assegurar que as estruturas mínimas sejam observadas.
 
Eraí Maggi sustenta que o projeto nasce da necessidade de fixar mão de obra no campo. Segundo ele, apesar de grandes fazendas da região empregarem centenas de trabalhadores, as famílias vivem distantes, muitas vezes em cidades a 100 ou 150 quilômetros.
 
“Aqui uma criança acorda quatro horas da manhã, pega ônibus e chega às dez horas em casa. Aqui precisa de hospital, de saúde, de educação, de lazer. As famílias ficam longe, muitas vezes no Nordeste ou em cidades distantes”, declarou.
 
O empresário argumenta que a falta de infraestrutura compromete a permanência dos trabalhadores na região. Ele citou investimentos já realizados, como asfaltamento de rodovias, ligação energética com linhão vindo de Nova Mutum (240 km de Cuiabá) e melhorias no entorno de Sapezal (480 km da Capital).
 
Segundo Maggi, o novo núcleo urbano deverá contar com hospital, escolas, áreas de lazer, igrejas, clubes e até lago artificial voltado ao turismo e ao balneário. “As pessoas precisam de conforto. É saúde, é educação, é segurança. Assim nós produzimos melhor também”, afirmou.

 

Fonte: Olhar Direto

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