Quatro escolas de samba encerram nesta terça-feira (17) os desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A última noite na Marquês de Sapucaí promete emoção, homenagens e viagens culturais que devem embalar o público até o amanhecer.
Pela ordem, entram na avenida Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro. Cada uma aposta em enredos que misturam ancestralidade, identidade afro-brasileira, música e imaginação.
Abrindo a noite, o Tuiuti (21h45) mergulha na ancestralidade ioruba e no oráculo de Ifá. O enredo nasceu após o carnavalesco Jack Vasconcelos receber de presente o livro “Ifá Lucumí – O Resgate da Tradição”, de Nei Lopes. A proposta é levar à Sapucaí símbolos da espiritualidade africana e reflexões sobre destino e sabedoria ancestral.
Na sequência, a Vila Isabel (23h20) apresenta “Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”, um enredo de identidade afro focado na trajetória do sambista, compositor e pintor Heitor dos Prazeres. A escolha é vista por estudiosos como um movimento de reconexão da escola com suas raízes e com a cultura negra carioca, um ano após a polêmica envolvendo o então carnavalesco Paulo Barros que reclamou do “excesso” de enredos afros em 2025.
Já Grande Rio (00h55) leva para a avenida a força do Manguebeat, movimento que nasceu nas periferias do Recife nos anos 1990. O desfile apresenta o mangue como território de cultura e resistência. À frente dessa revolução sonora estava Chico Science, que misturou maracatu com rock e hip-hop.
Fechando a noite, o Salgueiro (02h30) homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. O desfile promete uma viagem pela imaginação da artista que transformou livros em carnaval, levando para a avenida reis, fadas, piratas e personagens que pareciam saltar das páginas.
Com expectativa de arquibancadas cheias e disputa acirrada pelo título, a última noite do Grupo Especial reúne tradição, crítica social e espetáculo visual para encerrar o Carnaval carioca de 2026.
Vencedora do desfile em SP
Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a Mocidade Alegre se tornou campeã do carnaval de São Paulo em 2026. O resultado saiu no final da tarde desta terça-feira (17). Este é o 13º título do carnaval de São Paulo. O último título da escola havia sido em 2024.
A escola atingiu 269,8 pontos, à frente da Gaviões da Fiel, vice-campeã, que ficou com 269,7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269,6 pontos.
Fonte: primeirapagina






