Cenário Político

Abilio critica escassez de mão de obra em serviços públicos e aponta impacto do Bolsa Família na busca por empregos fixos

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O prefeito Abilio Brunini (PL) reclamou da falta de mão de obra em Cuiabá e afirmou que parte da dificuldade enfrentada pela prefeitura para executar serviços básicos, como tapa-buracos e zeladoria urbana, está relacionada tanto à aceleração das obras do Estado quanto à opção de algumas pessoas por não ingressarem no mercado formal de trabalho. Segundo ele, há casos em que trabalhadores têm trocado empregos com carteira assinada por benefícios sociais (Bolsa Família) ou por atividades informais.

 
A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (11), ao comentar a dificuldade do município em ampliar equipes de pavimentação e limpeza urbana. De acordo com o prefeito, o problema não se resume à disponibilidade de recursos financeiros.
 
“O problema não é só o dinheiro para tapar os buracos. O problema é mão de obra. A partir do momento em que o Estado acelerou todas as obras dele e você vê obras do Estado em todos os lugares, a gente não está tendo mão de obra”, afirmou.
 
Abilio argumentou que a intensificação das obras na Região Metropolitana, especialmente as intervenções ligadas ao BRT, teria absorvido grande parte das empresas e equipes de pavimentação disponíveis na Capital.
 
“Está praticamente todas as equipes, todas as empresas de pavimentação fazendo trabalho nas obras do Estado, porque tem pressa para terminar”, disse.
 
Entre as principais intervenções em andamento estão as obras do sistema BRT, conduzidas pelo Consórcio Integra BRT, além de serviços executados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
 
Na Avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha), por exemplo, há interdição total no sentido Centro-Porto para obras de drenagem, com desvios pelas ruas 13 de Junho e Dom Bosco. Também há intervenções no Centro Político Administrativo, na Avenida XV de Novembro e no Complexo Leblon, onde o tráfego opera em meia pista ou com bloqueios totais em determinados trechos.
 
Além da concorrência com o Estado, o prefeito apontou outro fator que, segundo ele, contribui para o cenário: a baixa procura por vagas na área de zeladoria.
 
“Nós estamos com ausência de mão de obra. A zeladoria é a área que está mais carente. As pessoas que quiserem trabalhar podem procurar a Limpurb. Só que a gente percebe que não tem tido procura”, afirmou.
 
O prefeito mencionou ainda que parte da população estaria optando por outras alternativas de renda. “Às vezes, elas pegam o Bolsa Família, mais outro bico que fazem, e acabam ganhando mais ou menos o mesmo tanto que é esse trabalho”, declarou.

 

Fonte: Olhar Direto

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