Existe um momento ideal do dia para caminhar? Pesquisa recente da Universidade de Limerick, na Irlanda, decidiu investigar a questão, analisando como pequenas interrupções no sedentarismo afetam o corpo humano. O resultado traz uma perspectiva curiosa: a eficácia da caminhada pode estar mais ligada ao “quando” do que apenas ao “quanto”.
O estudo acompanhou adultos que passavam longos períodos sentados e monitorou sua saúde cardiometabólica. Os pesquisadores descobriram que aqueles que faziam pausas recorrentes para caminhar apresentaram níveis de glicose no sangue significativamente mais baixos após as refeições em comparação aos que permaneciam parados.
A pesquisa não crava duração mínima de tempo, mas aponta uma estratégia poderosa: caminhar logo após comer. Esse hábito gera efeitos cumulativos que ajudam o organismo a gerenciar o açúcar no sangue de forma muito mais eficiente.
Embora o número “10 mil” tenha se tornado um mantra fitness, a ciência mostra que o benefício começa muito antes.
7 mil passos diários já reduzem o risco de morte precoce em 47%.
- Esse volume também está associado à prevenção de demência e doenças cardiovasculares.
A conclusão dos pesquisadores é que a constância e a intensidade moderada superam a obsessão por um número fixo de passos.
A caminhada diária funciona como um “ajuste fino” à mente. Durante o esforço, o corpo libera endorfinas que combatem diretamente o estresse e a ansiedade. Além disso, a prática regular está intimamente ligada à melhora na qualidade do sono, criando um ciclo de bem-estar que une saúde física e mental.
Portanto, para quem deseja começar, a recomendação dos especialistas baseada no estudo é clara: seja realista!
Caminhadas curtas, mas frequentes e bem distribuídas ao longo do dia, especialmente após as refeições, são mais sustentáveis e eficazes para o metabolismo do que grandes maratonas esporádicas.
Fonte: primeirapagina






