O estado do Rio de Janeiro passou a contar com uma estrutura específica voltada à proteção e à defesa dos animais. A iniciativa busca fortalecer a atuação institucional em situações de violência, crueldade e outras violações de direitos envolvendo animais domésticos e silvestres.
O Núcleo de Proteção e Defesa dos Animais foi criado por ato do procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, por meio de resolução administrativa. A nova unidade integra o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e terá atuação estratégica e permanente.
Segundo o procurador-geral, episódios recentes que ganharam repercussão nacional evidenciam a necessidade de uma resposta técnica e estruturada do poder público, capaz de tratar os casos de maus-tratos com seriedade e continuidade.
A atuação do núcleo prevê medidas nas esferas penal e cível, com o objetivo de assegurar a responsabilização dos agressores e a efetiva proteção dos animais. O trabalho será desenvolvido em articulação com órgãos públicos e entidades da sociedade civil.
Tutela jurisdicional
A missão do núcleo é integrar e fortalecer o trabalho dos promotores de Justiça na defesa dos animais, reconhecidos como seres sencientes e dotados de dignidade própria. A proposta é garantir tutela jurisdicional efetiva sempre que houver violação desses direitos.
O Ministério Público destaca que a criação do núcleo está alinhada ao novo Código Estadual de Direito dos Animais, em vigor desde janeiro de 2026, que ampliou a proteção legal no estado, definiu dezenas de condutas caracterizadas como maus-tratos e estabeleceu sanções específicas, substituindo a legislação anterior.
As denúncias de maus-tratos podem ser encaminhadas à ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127 ou por meio de formulário eletrônico próprio. As comunicações são registradas e direcionadas às Promotorias de Justiça para apuração.
Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas 76 comunicações, com predominância de casos envolvendo cães, seguidos por gatos e cavalos. Todas as ocorrências foram encaminhadas para análise.
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Fonte: cenariomt






