Mudanças na CNH 2026: deixar o carro “morrer” durante prova não reprova mais? Entenda
Deixar o carro morrer não reprova mais na CNH 2026 e baliza deixa de ser obrigatória. Veja novas regras e novo limite de 10 pontos
Se você já sentiu aquele frio na barriga só de imaginar o carro apagando no meio da prova do Detran, pode respirar aliviado. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) oficializou as mudanças no Exame Prático de Direção para 2026. O objetivo é claro: transformar a prova em algo mais próximo da realidade das ruas.
Acompanhe o Garagem360 e entenda as principais alterações.
O que acontece se deixar o carro morrer na prova do Detran em 2026?
Até o ano passado, deixar o motor apagar durante o exame era um dos maiores motivos de desespero e perda de pontos imediatos. Com as novas diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, o famoso “deixar o carro morrer” não é mais considerado uma infração eliminatória.
Agora, se o carro “apagar”, o candidato pode simplesmente religar o veículo e continuar o exame normalmente, sem ser penalizado por essa falha técnica isolada. O foco passa a ser como o motorista reage à situação e se ele mantém a segurança ao retomar a marcha. Legal, né?
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E o fim da baliza?
Outra mudança no processo para conseguir a habilitação é o fim da obrigatoriedade da baliza em um ambiente controlado e separado. A manobra, que era o maior pesadelo de 9 em cada 10 candidatos, deixa de ser uma etapa eliminatória isolada.
Abaixo, te explico como vai funcionar:
- Estacionamento real: O candidato agora é avaliado estacionando o veículo em via pública, em vagas reais, sem a pressão de um tempo cronometrado ou um número limitado de movimentos.
- Cinto de segurança: Esquecer o cinto não causa mais a eliminação imediata. O erro agora soma pontos e o exame continua após o candidato afivelar o equipamento.
- Foco no trânsito: A prova agora prioriza a leitura do ambiente, a convivência com pedestres e ciclistas, e a tomada de decisões em situações reais de tráfego.
Novo sistema de pontuação
Além disso, o modelo de avaliação mudou. Antes, o limite de pontos perdidos era muito baixo, o que levava à reprovação por pequenos deslizes acumulados. Em 2026, o teto foi ampliado para 10 pontos. Confira como funciona a nova escala de infrações no exame:
| Gravidade da infração | Pontuação acumulada |
| Leve (ex: engatar marcha incorreta) | 1 ponto |
| Média (ex: não usar o cinto) | 2 pontos |
| Grave (ex: não sinalizar conversão) | 4 pontos |
| Gravíssima (ex: avançar sinal vermelho) | 6 pontos |
Importante: Você só será reprovado se ultrapassar o limite de 10 pontos. Isso dá uma margem de segurança para o candidato que comete erros menores decorrentes da falta de experiência.
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O que diz o Governo?
Segundo o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, a mudança busca modernizar o processo: “O foco do exame se desloca para o que realmente importa: a condução em via pública e a direção responsável em ambiente real, e não a repetição de um ritual que pouco diz sobre segurança viária”, afirmou o secretário.
Comente aqui: você acredita que o fim da baliza obrigatória e a tolerância com o carro “morrendo” vão formar motoristas melhores ou podem acabar facilitando demais a ida de pessoas despreparadas para as ruas?
Escrito por
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
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Fonte: garagem360








