Saúde

Homem sobrevive sem pulmão por 48 horas: Descubra como!

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word3



  • A equipe médica da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, manteve um paciente vivo sem seus dois pulmões por 48 horas, na espera de um transplante. O feito só foi possível graças a um sistema de pulmão artificial total (Total Artificial Lung – TAL), desenvolvido pela própria universidade.

    A cirurgia ocorreu em 2023, mas o caso só foi detalhado recentemente em uma publicação no periódico científico Med. O homem de 33 anos inicialmente apresentava complicações pulmonares causadas pela influenza. O quadro evoluiu rapidamente para um caso grave de pneumonia e síndrome do desconforto respiratório agudo.

    Em situações como essa, o tratamento costuma ser manter o paciente vivo por meio de sistemas de suporte à vida enquanto o organismo se recupera da infecção. Neste caso, porém, essa estratégia não funcionaria.

    Siga

    As bactérias causadoras da infecção eram imunes aos antibióticos, e o estado do paciente piorava progressivamente. A função pulmonar entrou em colapso, o tecido do pulmão começou a se liquefazer, o homem sofreu uma parada cardíaca e desenvolveu insuficiência renal. Caso permanecesse com seus próprios pulmões, ele morreria. 

    Remover os dois pulmões (procedimento conhecido na medicina como pneumonectomia bilateral) interromperia a infecção – mas a operação, considerando seu estado de saúde debilitado, provavelmente levaria a uma insuficiência cardíaca fatal.

    Determinados em salvar a vida do paciente, os médicos tomaram a decisão arriscada de realizar o transplante. Eles utilizaram o sistema de pulmão artificial total para a estabilização do quadro.

    O pulmão artificial TAL foi projetado para substituir temporariamente as principais funções dos pulmões reais, como a oxigenação do sangue. Mais do que isso, a máquina mantém o fluxo sanguíneo equilibrado, estabilizando o estado clínico do paciente e o preparando para receber os novos órgãos.

    Fotografia dos pulmões novos (à esquerda) e os pulmões antigos (à direita) dos pacientes.
    Radiografia mostra os pulmões novos (à esquerda) e o sistema de pulmão artificial total (à direita) (Northwestern Medicine/Divulgação)

    O sistema artificial é adaptativo ao fluxo, o que compensa a perda da rede de vasos sanguíneos pulmonares. Ele também inclui canais duplos que drenam o sangue do corpo e devolvem ao coração o sangue oxigenado. Também foram usados suportes internos temporários para impedir o deslocamento do coração, que ficaria sem sustentação após a retirada dos pulmões.

    Com essa inovação, os médicos mantiveram homem vivo por dois dias após a remoção dos pulmões. Durante esse período, sua condição apresentou melhoras significativas e o organismo começou a se recuperar da infecção, reduzindo os riscos do transplante.

    Agora, três anos depois, o novo par de pulmões transplantados continua funcionando bem. O artigo que detalha o caso foi publicado em 30 de janeiro.

    Após a cirurgia, análises moleculares dos pulmões removidos confirmaram que a infecção era, de fato, irreversível.

    O estudo sugere que, em casos extremos, o transplante de pulmão – normalmente reservado a doenças crônicas – pode ser a única alternativa viável para salvar a vida do paciente. Até então, essa possibilidade sequer era considerada.

    Atualmente, o sistema de pulmão artificial total ainda depende da infraestrutura de centros médicos altamente especializados, mas a expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, ele se torne compatível com equipamentos hospitalares mais comuns e possa ser adotado em maior escala, reduzindo o número de mortes por síndrome do desconforto respiratório agudo.

    (function() {
    ‘use strict’;

    var playersData = [{“container_id”:”dailymotion-player-487496-0″,”type”:”playlist”,”id”:”xbdhda”,”player_id”:”x1iumm”}];
    var libraryPlayerId = “x1iumm”;

    function createDailymotionPlayers() {
    if (typeof dailymotion === ‘undefined’) {
    return false;
    }

    playersData.forEach(function(playerData) {
    var config = {};

    if (playerData.type === ‘video’) {
    config.video = playerData.id;
    } else if (playerData.type === ‘playlist’) {
    config.playlist = playerData.id;
    }

    if (playerData.player_id && playerData.player_id !== libraryPlayerId && playerData.player_id !== ‘default’ && playerData.player_id !== null) {
    config.player = playerData.player_id;
    }

    dailymotion.createPlayer(playerData.container_id, config)
    .then(function(player) {
    var container = document.getElementById(playerData.container_id);
    if (container) {
    var iframe = container.querySelector(‘iframe’);
    if (iframe) {
    iframe.setAttribute(‘loading’, ‘lazy’);
    }
    }
    })
    .catch(function(error) {});
    });

    return true;
    }

    var retryCount = 0;
    var maxRetries = 20;

    function tryCreatePlayers() {
    if (createDailymotionPlayers()) {
    return;
    }

    retryCount++;
    if (retryCount < maxRetries) {
    setTimeout(tryCreatePlayers, 200);
    }
    }

    if (document.readyState === 'loading') {
    document.addEventListener('DOMContentLoaded', tryCreatePlayers);
    } else {
    tryCreatePlayers();
    }
    })();

    Fonte: abril

    Sobre o autor

    Avatar de Redação

    Redação

    Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.