Em estado de alerta, o surto de vírus Nipah movimentou o medo de que uma nova pandemia possa estar em iminência no mundo. No entanto, há chances de que o Nipah vire uma pandemia? Confira as explicações.
Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Nipah é um vírus zoonótico (transmitido de animais para humanos), mas que também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas.
Nos pacientes infectados, o vírus causou diversos sintomas, como infecções assintomáticas até doenças respiratórias agudas e encefalite fatal.
“Embora o vírus Nipah tenha causado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma ampla gama de animais e causa doenças graves e morte em humanos, tornando-se uma preocupação de saúde pública”.
OMS (Organização Mundial da Saúde)
Conforme o consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Benedito Fonseca, a incidência do vírus se repete na Índia por causa de fatores ambientais e culturais e que as formas de transmissão limitam seu alcance, se comparado a micro-organismos que causaram pandemias como a da covid-19 e de influenza.
Um dos movimentos do vírus reaparecer com frequência em regiões da Índia, está ligado à presença dos morcegos, à flora da região e a hábitos alimentares da população.
Como surgiu?
O vírus Nipah foi identificado em 1999, durante um surto entre criadores de suínos na Malásia, registrado posteriormente em Bangladesh em 2001 e, desde então, surtos quase anuais têm sido notificados no país.
Segundo a OMS, a doença também vem sendo periodicamente identificada no leste da Índia, onde fica Bengala Ocidental, epicentro do surto atual. Outras regiões podem estar em risco de infecção, visto que evidências do vírus foram encontradas no reservatório natural conhecido (morcego do gênero Pteropus) e em diversas outras espécies de morcegos em vários países, incluindo Camboja, Gana, Indonésia, Madagascar, Filipinas e Tailândia.
Tem tratamento?
Sem vacina, o vírus Nipah pode causar febre e inflamação cerebral e tem uma alta taxa de mortalidade. No entanto, a transmissão de pessoa para pessoa não é fácil e geralmente requer contato prolongado com um indivíduo infectado.
A infecção ocorre principalmente de animais infectados, principalmente morcegos frugívoros, para humanos. Mesmo assintomático, vírus frequentemente é perigoso, com uma taxa de mortalidade que varia de 40% a 75%, dependendo da capacidade do sistema de saúde local para detecção e tratamento, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A recomendação da entidade é que os pacientes sejam submetidos a tratamento intensivo de suporte para complicações respiratórias e neurológicas graves.
Na ausência de uma vacina, a OMS avalia que a única maneira de reduzir ou prevenir a infecção pelo Nipah em pessoas é aumentar a conscientização sobre os fatores de risco, além de educar a sociedade sobre medidas a serem tomadas para reduzir a exposição ao vírus.
*Com informações da Agência Brasil.
Fonte: primeirapagina






