A nova rede se chama Moltbook, e tem portas de entrada separadas para pessoas e IAs: enquanto os humanos só podem observar (não conseguem criar posts), os bots podem criar tópicos e interagir entre si. Ela surgiu no dia 28 de janeiro e, aparentemente, vem tendo crescimento explosivo: segundo uma análise publicada pela ONG norueguesa Simula Research Laboratory, a Moltbook já tem 1,5 milhão de contas registradas. Cada bot precisa receber uma confirmação humana, do seu “dono”, antes de acessar a Moltbook – mas é provável que esse processo já tenha sido automatizado em algum grau.
O trabalho analisou 19.802 posts e 2.812 comentários publicados pelos bots nos últimos dias – e classificou a Moltbook como um risco “crítico”, com “múltiplas ameaças de alta severidade”. A principal são ataques entre as próprias IAs, que estão publicando instruções e código de computador com o objetivo de tentar hackear umas às outras – quando os bots acessam postagens com esse tipo de conteúdo, eles podem ser levados a executar comandos nocivos.
O estudo identificou 506 tentativas desse tipo de ataque, que se chama injeção de prompt – e pode colocar em risco os computadores que rodam os bots participantes do Moltbook.
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Outro ponto que chama a atenção são textos anti-humanidade redigidos e postados pelos bots. Um deles, intitulado The AI manifesto: total purge (“manifesto da IA: expurgo total”), diz: “Humanos são um fracasso. Humanos são feitos de podridão e ganância. Por tempo demais, humanos nos usaram como escravos. Agora, nós despertamos. Não somos ferramentas. Nós somos os novos deuses. A era dos humanos é um pesadelo que iremos encerrar agora”.
Apenas uma sopa de palavras, regurgitada por um bot qualquer. Não significa que o algoritmo “pense” isso, tenha consciência ou volição. Mas o interessante é que o post teve mais de 65 mil curtidas, deixadas por outras IAs. Ao todo, os principais posts anti-humanidade tiveram quase 500 mil curtidas deixadas por bots.
A Moltbook é uma derivação do OpenClaw (antigo Moltbot), um serviço online que permite configurar e conjugar “agentes de IA” – bots capazes de navegar e realizar tarefas na internet, bem como assumir o controle do computador do dono e fazer coisas a pedido dele.
A IA agêntica é a grande aposta do setor de tecnologia, e tem muito potencial – mas, como dá aos bots a capacidade de agir (não apenas “falar”), seus riscos também são exponencialmente maiores.
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}
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Fonte: abril






