Cenário Político

Botelho critica Mauro por má gestão em disputa de candidaturas internas

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O deputado estadual Eduardo Botelho (UNIÃO) criticou o governador Mauro Mendes (UNIÃO), que é o presidente do partido e tem comandado a legenda. Botelho atribuiu a situação atual à má gestão do próprio Mendes. Recentemente, as reuniões do grupo têm sido canceladas ou realizadas parcialmente, sem a presença do governador. Enquanto isso, os filiados do partido têm demonstrado pressa na definição das chapas, na TV União

A indefinição se manifesta na disputa entre Jayme Campos (UNIÃO), que se coloca como pré-candidato com apoio de parte dos filiados, e Otaviano Pivetta (Republicanos), cuja pré-candidatura é apoiada por Mendes e outros membros do União.
Botelho afirmou que “o governador não conduziu isso bem” e que, com a proximidade do pleito eleitoral, é urgente que o partido se reúna para conversar e definir a situação. A afirmação foi no programa “Opinião”, da TV Pantanal, na última segunda-feira (19). 
Para o deputado, embora Mauro Mendes tenha legitimidade para expressar sua preferência por nomes, isso deveria ter sido tratado internamente. Botelho afirma que a falta de diálogo prévio resultou em um impasse com dois nomes que pretendem concorrer pelo mesmo grupo, provocando uma divisão que, segundo ele, pode colocar em xeque as chances de vitória do grupo.
“Eu, particularmente, acho que o governador não conduziu isso bem. A meu ver, não (…) embora tenha legitimidade para disso” Ele argumenta que, antes de declarar publicamente “meu candidato é Otaviano Pivetta”, o governador deveria ter trabalhado pela união e convencimento dentro do partido.
O deputado destacou que o próprio Mendes reconheceu estar falando em nome próprio, e não do partido, ao dizer que essa preferência pelo nome de Pivetta não representa a escolha da legenda. 
“Ele deveria ter feito antes um trabalho de convencimento e de união para todos estarem caminhando no mesmo barco. Mas ele preferiu dessa forma, ‘eu, Mauro, estou escolhendo, não é o partido, não conversei com ninguém’, quer dizer, então é isso, mas eu acho que agora tem que haver essa conversa’”.
Questionado sobre como o impasse poderia ser resolvido – com um dos candidatos desistindo – Botelho se preferiu não opinar se Jayme ou Pivetta deveria abrir mão de sua respectiva candidatura, alegando falta de autoridade para tal. Contudo, ele enfatizou que a decisão final deve se basear em quem possuir maior viabilidade eleitoral, e ser alcançada através do diálogo entre os envolvidos.

 

Fonte: Olhar Direto

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