“O orçamento foi construído desde o ano passado, ele gira em torno de R$ 21,7 milhões, ele só foi praticamente corrigido com a inflação dos últimos anos”, afirmou. “Se a gente dividir esses R$ 21,7 pelo eleitorado nosso, que hoje dá cerca de R$ 2,5 milhões, dá cerca de R$ 8,60 por eleitor”, completou.
Segundo o diretor-geral, só é possível executar as eleições com esse valor porque o TRE trabalha com uma rede de parcerias para execução do processo eleitoral no estado. “Então, é um custo que a gente vem administrando e fazendo parcerias”, disse. Ele citou cooperação com órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e o Governo do Estado, além de estruturas de inteligência.
“É um processo muito longo, um processo muito complexo e nós, do Tribunal, somos um Tribunal pequeno, a gente não teria condições de fazer tudo isso sozinho”, completou.
Questionado sobre onde pesa mais no orçamento, Mauro Sérgio apontou despesas de logística, especialmente locação de veículos e aeronaves, estimadas em cerca de R$ 2 milhões. “Nós temos, por exemplo, locação de veículos e aeronaves. É um custo que gira em torno de R$ 2 milhões”, afirmou.
Ele ressaltou, porém, que licitação não significa uso imediato. “As aeronaves já estão licitadas. Agora, nós só pretendemos usar realmente só por volta do mês de setembro e outubro”, disse, explicando que o foco é o período de deslocamento de equipes e, principalmente, o transporte de urnas e apoio a juízes eleitorais no interior. “Não é porque está licitado ou contratado que a gente vai sair agora andando”, reforçou.
A maior parte das urnas, segundo ele, segue por via terrestre. E parte relevante da estrutura de transmissão, como os pontos via satélite, não entra na conta do TRE-MT porque é absorvida pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Nós temos cerca de 108, 109 transmissores de satélite no Estado… essa licitação… ela é absorvida pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral”, explicou.
Fonte: Olhar Direto






