São satélites naturais temporários. Quando falamos em “lua”, a imagem que vem à cabeça é a da nossa velha conhecida, a Lua com L maiúsculo, grande, brilhante e fiel à Terra há bilhões de anos.
Mas, para os astrônomos, a definição é mais ampla: lua é qualquer corpo natural que orbita um planeta. Dentro dessa categoria entram também as chamadas miniluas – visitantes bem menores, discretas e temporárias.
Elas não nascem junto com o planeta nem ficam por muito tempo. Essas mini-luas geralmente são asteroides – pedaços de rocha – que orbitam o Sol. Por estarem relativamente perto da Terra, eles podem acabar sendo capturados temporariamente pela gravidade do nosso planeta. É como se fossem folhas levadas pelo vento que, por alguns instantes, ficam presas num redemoinho antes de seguir viagem.
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Para ganhar oficialmente o título de “mini-lua”, esses objetos precisam completar pelo menos uma órbita completa em torno do planeta. Se não conseguirem, recebem o nome menos prestigioso de sobrevoo temporariamente capturado (temporarily captured flyby, em tradução livre).
Eles não são raros: cientistas calculam que quase sempre existe ao menos uma minilua com cerca de um metro de diâmetro orbitando a Terra (1). O problema é que elas são pequenas, rápidas e pouco brilhantes, o que torna a detecção difícil. Até hoje, apenas alguns poucos exemplos – entre três e cinco – foram observados diretamente.
As trajetórias dessas miniluas são tudo menos simples. Em vez de órbitas circulares e ordenadas, elas seguem caminhos complicados e retorcidos, resultado da disputa entre as forças gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol.
Eventualmente, a convivência ao redor do nosso planeta fica muito difícil, e acaba a visita. Quando sai da órbita da Terra, o objeto perde o status de mini-lua, e segue viagem como só mais um corpo celeste na imensidão do Universo.
Pergunta de Robson Vilanova Ilha, de São Sepé (RS).
Fontes: (1) artigo “The population of natural Earth satellites”.
Fonte: abril






