Em visita a Mato Grosso na semana passada, o biólogo foi questionado sobre sua opinião profissional com relação à existência de animais não domésticos em ambientes urbanos, como é o caso do “jacaré Celso” e das capivaras que vivem na região do Parque das Águas, na capital.
No passado o jacaré já atacou outros animais, como um cachorro, e parte da população se queixa dos riscos à saúde que a presença de capivaras podem causar, no caso, pela possibilidade de serem hospedeiras do carrapato-estrela, que transmite a bactéria da febre maculosa. Richard, porém, defende que é papel da sociedade se adaptar a eles.
“As pessoas precisam ser educadas, é isso. Porque é inevitável… se a gente for tirar de todo lugar que a gente está… (…) O jacaré não pode estar aqui? Aprendam a conviver”, disse o biólogo.
Rasmussen também criticou a hipocrisia de pessoas que defendem a remoção dos animais de ambientes urbanos, mas são contra o controle de espécies invasoras na zona rural.
“É engraçado, né? Está no meio da cidade isso, aí o cara quer que tire o bicho. Aí vem encher o saco quando o cara tem Queixada aqui [no campo] e quer remover o Queixada. Então assim, é bem típico de gente da cidade, resolvendo os seus problemas, ‘ah, o Queixada, aqui não pode mexer’. Aí entra uma barata dentro de casa, matam, um rato, matam”, apontou.
Fonte: Olhar Direto






