Cenário Agro

Postura do Governo Federal gera desafios para o agronegócio em 2026, afirma presidente da Aprosoja

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O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, disse que o ano de 2026, o último dele na presidência da associação, deve ser de desafios para o agronegócio, não apenas por causa das instabilidades que o período eleitoral causa, mas principalmente por causa de posturas do Governo Federal que ele considera que trazem insegurança ao setor. Para Beber, preocupa o aumento da taxa de juros por causa da “competição por crédito” por parte do Governo Federal, mas também a postura da União em reconhecer novas terras indígenas.

“A gente inicia um ano desafiador, o maior problema é o preço das commodities. Temos ainda alguns assuntos que impactam, como essa questão de ampliação de áreas indígenas, que no fim do ano nós tivemos após a COP 30 esse anúncio que nos preocupou muito, trazendo insegurança jurídica”, comentou o presidente da Aprosoja.
Durante a COP 30, em novembro de 2025, o Governo Federal anunciou a homologação de quatro Terras Indígenas, assinou portarias declaratórias referentes a 10 novos territórios indígenas e aprovou seis Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCID) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). 
Beber defende que deve ser respeitado o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, que está contido na Lei 14.701 de 2023, que estabelece que os povos indígenas têm direito apenas às terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988.
Para Lucas Costa Beber, outra situação que gera preocupação para este ano, para o setor do agronegócio, é a “competição por crédito”.
“O atual governo tem trazido bastante insegurança jurídica para o setor. Um exemplo é essas ampliações, a questão da competição por crédito, hoje o governo, devido ao desequilíbrio fiscal, tem acessado muito crédito concorrendo com o privado, o que tem elevado as taxas de juros e travado muito investimento no setor, como o próprio financiamento e custeio da lavoura”.
2026 é ano de eleições presidenciais, o que de acordo com Beber, costumeiramente também traz algumas instabilidades para o setor.
“Eleições é normal, é um ano que tem mais oscilação também, taxa de câmbio, tem a questão dos juros altos que estamos vivendo ainda, tudo isso acaba sendo impactado por esse período eleitoral. E é claro, provavelmente promete ser uma eleição muito turbulenta esse ano, com muita oscilação, mas é algo que foge do nosso controle, temos que aguardar, acho que, como cidadão, cada um tem que fazer a sua parte”, pontuou.

 

Fonte: Olhar Direto

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