A dona de casa Crislaine da Costa Silva, de 35 anos, moradora de Cáceres (MT), perdeu o movimento das pernas após receber, supostamente, duas injeções de calmante nas nádegas no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, no mês passado. Atualmente, ela está em uma cadeira de rodas e vive uma rotina de exames e consultas na tentativa de reverter a situação.
Em outubro de 2025, Crislaine passou por uma cirurgia bariátrica no hospital. Aparentemente, tudo ocorreu bem e ela voltou para Cáceres, até que, no dia 1º de dezembro, teve uma crise de vômito e precisou retornar à unidade de saúde.
“Fiquei cerca de nove dias internada, fiz todos os exames, estava tudo normal com o pós-operatório da bariátrica, mas permaneci no hospital por causa dos vômitos. Eu estava muito fraca. Em uma noite, passei muito mal; veio uma médica com um enfermeiro e aplicou uma injeção na minha nádega. Eles disseram que era para cessar o vômito e que eu iria dormir”, relatou.
Segundo Crislaine, no dia seguinte, uma enfermeira afirmou que a injeção se tratava de um calmante. Ainda no mesmo dia, ela tentou se levantar e não conseguiu, pois estava sentindo apenas parcialmente as pernas.
Três dias depois, outra injeção foi aplicada nela na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e a profissional que estava no local confirmou que realmente se tratava de um calmante para que ela pudesse dormir. No dia seguinte, ao acordar, Crislaine percebeu que as pernas estavam sem movimento.
“Tive alta dois dias depois, em uma cadeira de rodas. Voltei para Cáceres em um ônibus do Sistema Único de Saúde (SUS), sem justificativa ou explicação do hospital. Nos primeiros dias, ainda conseguia me deslocar minimamente com o andador, até perder totalmente a capacidade de andar e passar a depender da cadeira de rodas”, explicou.
No entanto, Crislaine afirmou que sente formigamento e dores intensas nos pés e, para amenizar, faz uso de morfina. Com ajuda financeira do pai e do marido, ela realizou tomografias a pedido de uma fisioterapeuta, que apontaram hérnia de disco e osteofitose, conhecida como “bico de papagaio”. No entanto, segundo a profissional, a paralisia não foi causada por nenhum desses fatores. Agora, ela tem uma consulta com um ortopedista agendada para o próximo dia 28.
Antes de perder o movimento das pernas
Mãe de três filhos, de 8, 14 e 15 anos, Crislaine foi diagnosticada há cinco anos com epilepsia e recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Por isso, também chegou a se consultar com um neurologista após o incidente em Várzea Grande.
Antes, ela trabalhava como confeiteira autônoma, mas desde o diagnóstico vive apenas do benefício e do apoio da família. Agora, pede ajuda para custear os gastos com exames e tratamentos por meio de doações via Pix: (65) 9 9976-9614.
O Primeira Página entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Fonte: primeirapagina






