A última sessão da semana reserva uma bateria de indicadores capazes de influenciar o humor dos mercados no Brasil e no exterior. Dados de inflação, atividade econômica e indústria ajudam a calibrar expectativas sobre juros, crescimento e política monetária, especialmente em um momento de maior cautela entre investidores.
Brasil, Alemanha e Estados Unidos concentram os principais números desta sexta-feira (16), com destaque para o IBC-Br, o PPI brasileiro e a produção industrial norte-americana.
Inflação na Alemanha ajuda a calibrar expectativas na Europa
A Alemanha divulga a leitura final da inflação harmonizada, indicador acompanhado de perto pelo Banco Central Europeu (BCE). Embora seja uma revisão, o dado serve como termômetro para confirmar — ou não — a trajetória dos preços na maior economia da zona do euro.
Qualquer surpresa pode repercutir nos mercados de juros europeus e no câmbio, especialmente diante das discussões sobre o ritmo de cortes nas taxas pelo BCE ao longo de 2026.
IBC-Br mostra o ritmo da economia brasileira
No Brasil, as atenções se voltam para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador ajuda a medir se a economia mantém fôlego ou dá sinais de desaceleração no fim do ano.
Além disso, o país divulga o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede a inflação “na porta da fábrica” e pode antecipar pressões futuras sobre os preços ao consumidor.
Para o mercado, esses números ajudam a ajustar expectativas sobre a trajetória da Selic e as decisões futuras do Banco Central.
Produção industrial e setor imobiliário nos EUA no radar
Nos Estados Unidos, a agenda é intensa e pode influenciar diretamente Wall Street. Saem os dados de:
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Produção industrial
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Produção manufatureira
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Utilização da capacidade instalada
Esses indicadores mostram o nível de atividade da economia americana e ajudam a avaliar se o crescimento segue consistente ou começa a perder força.
Outro destaque é o índice de confiança do setor imobiliário (NAHB), que oferece pistas sobre o impacto dos juros elevados no mercado de imóveis residenciais.
Além dos dados, discursos de dirigentes do Federal Reserve também entram no radar, pois podem trazer sinais sobre o rumo da política monetária.
Agenda econômica desta sexta-feira (16)
🌏 Japão
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00h35 – Leilão de títulos do Tesouro de 3 meses
🇩🇪 Alemanha
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04h00 – Inflação harmonizada (leitura final, mensal e anual)
🇧🇷 Brasil
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09h00 – IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central)
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11h00 – Índice de Preços ao Produtor (PPI), mensal e anual
🇺🇸 Estados Unidos
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10h30 – Índice de atividade do setor de serviços (Fed de Nova York)
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11h15 – Utilização da capacidade instalada
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12h00 – Produção industrial (mensal e anual)
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12h00 – Produção manufatureira (mensal e anual)
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13h00 – Índice do mercado imobiliário (NAHB)
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15h00 – Discurso de Michelle Bowman, dirigente do Fed
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17h30 – Contagem de sondas de petróleo e gás (Baker Hughes)
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17h30 – Discurso de Philip Jefferson, dirigente do Fed
Por que essa agenda importa
Com dados espalhados ao longo do dia, a sexta-feira tende a ser marcada por volatilidade pontual, especialmente nos mercados de juros, câmbio e ações. Investidores acompanham os números para ajustar apostas sobre crescimento econômico e decisões de bancos centrais nos próximos meses.
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Fonte: cenariomt






