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Apenas 80% dos serviços da Santa Casa serão direcionados ao Hospital Central: saiba mais sobre o novo acordo

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Apenas 80% dos serviços atualmente prestados na Santa Casa serão absorvidos pelo novo Hospital Central de Alta Complexidade, os outros 20% foram contratualizados com o Hospital do Câncer e o Hospital Geral Universitário. No entanto, conforme explicou o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, caso essas unidades não consigam absorver toda a demanda, o estado contratará os serviços de clínicas e hospitais privados e até mesmo da nova gestão da Santa Casa.

A declaração foi feita durante a inauguração do HCAC, no último dia 19. O secretário evitou usar o termo “desativação” ao se referir à Santa Casa e ressaltou que o estado deixará apenas de administrar o hospital, que hoje funciona sob requisição administrativa, com pagamento mensal de R$ 450 mil pelo uso do imóvel.

Entre os atendimentos que não serão transferidos para o HCAC estão hemodiálise e oncologia. Segundo Figueiredo, o estado planeja contratar clínicas especializadas ou firmar contrato com quem adquirir a Santa Casa. A expectativa da Secretaria é encerrar a requisição administrativa até abril, alinhando o cronograma de devolução do imóvel ao início pleno de funcionamento do novo HCAC.

“Nenhum cidadão que estiver sendo atendido na Santa Casa e que não venha para o HCAC vai ficar sem assistência. Se for necessário, nós vamos prorrogar a requisição administrativa e continuaremos atendendo”, garantiu o secretário, admitindo a possibilidade de o estado continuar administrando a Santa Casa após abril.

A gestão do hospital está sendo feita em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, cujo contrato passou a valer desde o dia 19. A previsão é que a unidade entre em funcionamento de forma escalonada, em quatro etapas mensais, até atingir a capacidade total em abril.

Quando estiver operando plenamente, o hospital deverá contar com cerca de 1.700 profissionais contratados e aproximadamente 350 médicos atuando no regime de pessoa jurídica, além de dezenas de contratos de serviços essenciais, como alimentação, limpeza, segurança e tecnologia.

Na fase inicial, os atendimentos estarão concentrados em especialidades como urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica, além da abertura gradual de leitos de UTI e enfermaria. Essa estrutura, segundo Figueiredo, é parte do preparo para a migração de cirurgias e internações que hoje ocorrem na Santa Casa.

De acordo com o secretário, o HCAC não funcionará como unidade de porta aberta. O atendimento será regulado pelo sistema estadual e destinado a pacientes de todo Mato Grosso. “Nossa equipe de regulação já está selecionando os primeiros pacientes que serão atendidos a partir do dia 19 de janeiro […] é um hospital de referência, não porta aberta. Todos os pacientes que chegarem aqui terão passado pelo nosso sistema de regulação”, afirmou.

 

Fonte: leiagora

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