Nem tudo que se decompõe é biodegradável. Um material é considerado biodegradável quando pode ser quebrado por microrganismos e transformado em substâncias simples e inofensivas, como água, dióxido de carbono e biomassa.
É o que acontece, por exemplo, com madeiras, cascas de frutas, fibras naturais e papeis. Esse processo faz parte do ciclo natural da vida: os resíduos orgânicos voltam ao ambiente sem deixar rastros tóxicos.
Por outro lado, muitos materiais feitos pelo ser humano, como plásticos sintéticos e vidros, se degradam de forma física ou química, sem a ação de seres vivos. Essa degradação pode levar séculos e gerar fragmentos poluentes.
Nesse caso, o material até some da vista, mas não se transforma completamente. É assim que surgem, por exemplo, os microplásticos, que já são encontrados em animais, plantas, corpos d’água e no solo por todo o mundo. Agora mesmo, deve ter um bocado em mim, e em você também – e ninguém sabe exatamente quais os impactos disso.
Mas nem todo plástico é eterno: existem ainda os plásticos naturais, feitos a partir de fontes renováveis, como moléculas de vegetais. Por terem uma estrutura mais parecida com a dos compostos orgânicos encontrados na natureza, sob condições adequadas, alguns deles podem ser digeridos por microorganismos decompositores. Sua degradação é mais rápida e eles não deixam danos permanentes, e, por isso, são mais amigáveis ao meio ambiente.
Agradecimentos: João Paulo Ferreira Santos, professor de engenharia de materiais no CEFET-MG.
Fonte: abril






