A arte campo-grandense integra, pela 1ª vez, a programação do Festival TRISCA, no Piauí, que é pensado especialmente para crianças. A partir desta sexta-feira (28), os artistas da capital, Febraro de Oliveira, Marcos Mattos, Marcus Perez e Renata Leoni, da Arado Cultural, de Campo Grande, estreiam em Parnaíba (PI) o espetáculo “Cabeça de Toco, aqui tudo é mato”, e também irão compartilhar experiências com o público.
Programação
Os artistas desenvolvem atividades em três dias da programação do festival.
Na sexta-feira (28), às 9h30, na Escola de Aplicação Ministro Reis Veloso, e às 15 horas, na Oficina Esperanza, eles realizam a ação de mediação artística com crianças: “Desimaginar o mundo”.
Já no sábado (29), das 8h às 10 horas, o grupo participa do acontecimento “Cabeça de Toco, todo mar aqui é mato”, na praia Pedra do Sal.
Na segunda-feira (01), às 8h30, os artistas participam do fórum “Fala na Lata: Pensamento Cerradiço – breves mapas para o Mato”, com crianças, no auditório da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Também no dia 01 de dezembro, às 19 horas, eles apresentam o espetáculo “Cabeça de Toco, aqui tudo é mato”, no Teatro Saraiva.
O espetáculo
“Cabeça de Toco” explora o impacto da ação humana sobre a natureza e os territórios simbólicos do Centro-Oeste brasileiro. Inspirado na queda de uma árvore, que se transforma em 30 pedaços de madeira no palco, o espetáculo tensiona destruição e renascimento em uma narrativa aberta e poética.
“Cabeça de Toco” evoca o movimento dos bichos, rios, árvores e gentes, fazendo da madeira uma protagonista que dança e conta histórias. A obra convida o público a refletir sobre a urgência de novas formas de relação entre o humano e o mundo que habita.
O processo criativo inicial do espetáculo conduziu os artistas a imaginarem uma dança-instalação, em diálogo com as memórias dos quintais de suas casas, inspirados na obra de Conceição dos Bugres, artista que obteve reconhecimento internacional pela série de esculturas talhadas em tocos de madeira, chamadas de “bugrinhos”, considerados símbolos da arte e da cultura sul-mato-grossense.
O legado de Conceição inspirou Renata Leoni, Marcos Mattos, Marcus Perez e Febraro de Oliveira — artistas com diferentes experiências — a criarem uma dança-instalação em diálogo com as infâncias. A produtora cultural e artista da dança Renata Leoni, da Arado Cultural, conta que a aproximação com o TRISCA se deu por um convite feito a Soraya Portela, uma das diretoras do evento, para participar do projeto “Dancidades – Dança e Cidadania”, em 2018, em Campo Grande.
“O TRISCA tem um formato muito especial: são as crianças que fazem a curadoria com as gestoras do Instituto Punaré (que realiza o evento). E esse fórum é um bate-papo, uma conversa sobre o festival, sobre o que as crianças querem assistir, entre outros temas. Nesta oportunidade, falaremos um pouco sobre o processo de produção do nosso espetáculo”, destaca Renata.
Fonte: primeirapagina






