O plantio da soja ainda engatinha em Mato Grosso apĂłs a sua liberação no dia 7 de setembro. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), atĂ© o dia 19 apenas 0,55% dos 13 milhões de hectares previstos haviam recebido as sementes. O “pĂ© no freio” dos produtores tem um motivo: esperar a umidade ideal no solo para entrar nas áreas de sequeiro e assim evitar um possĂvel replantio, o que elevaria ainda mais os custos.
Apesar da cautela dos produtores, o primeiro levantamento do Instituto revela que a semeadura da oleaginosa 2025/26 está Ă frente dos trabalhos iniciais observados na temporada passada. Em 20 de setembro de 2024 o plantio estava em 0,27%. A mĂ©dia das Ăşltimas cinco temporadas Ă© de 0,48% para o perĂodo analisado.
Todas as regiões de Mato Grosso que cultivam soja, conforme o Imea, já iniciaram os trabalhos. O médio-norte e sudeste lideram com 0,73% e 0,62%, respectivamente. Enquanto o centro-sul e o oeste semearam 0,55% de suas áreas destinadas para o grão.
Na regiĂŁo norte foram 0,44%, noroeste 0,43% e nordeste 0,33%.
Custos elevados, cautela no campo
Além da cautela para garantir um bom rendimento na lavoura, a espera dos produtores pelas chuvas para iniciar o plantio nas áreas de sequeiro também está relacionada ao custo de produção. Na última semana, como destacou o Dia de Ajudar Mato Grosso, o Imea, em parceria com o Senar Mato Grosso, divulgou os números do custo de produção para o ciclo 2025/26.
O levantamento realizado pelo projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA), realizado há 10 anos, apontou que para semear um hectare de soja no atual ciclo serão necessários em média R$ 7.657,89. Fertilizantes e as altas taxas de juros são dois patamares que puxam o encarecimento da safra, como destacado à reportagem pelo coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Silva.
Para o presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, Rafael Bilibio, a safra 2025/26 Ă© uma temporada que “nĂŁo dá para errar”. Em entrevista ao programa Patrulheiro Agro, do Dia de Ajudar Mato Grosso, ele revelou que os dois municĂpios juntos devem semear 340 mil hectares de soja e que a maioria dos produtores na regiĂŁo aguardam as chuvas para colocar as máquinas em campo.
“O custo de produção e o endividamento que tem está bem alto na nossa regiĂŁo. Levando em conta que a área que a gente replanta, praticamente vocĂŞ perde o lucro da área, que o custo de replantio Ă© basicamente o lucro que vocĂŞ teria na lavoura, entĂŁo se precisar replantar uma área Ă© quase certeza que ela vai te dar prejuĂzo. EntĂŁo todo mundo vai ter um pouquinho de cautela agora no começo para evitar tomar esse prejuĂzo, porque vai comprometer o caixa do ano que vem se isso acontecer”.
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Fonte: canalrural




