Economia

Juros médios atingem 31,4% ao ano em julho, aponta relatório do Banco Central

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A taxa média de juros no Brasil fechou julho em 31,4% ao ano, praticamente estável em relação ao mês anterior, com variação negativa de 0,2 ponto percentual. Apesar da leve queda, o indicador acumula alta de 3,6 p.p. nos últimos 12 meses, segundo dados do Banco Central.

A manutenção de juros elevados acompanha a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic em 15% ao ano. O BC justifica a medida como forma de conter a inflação, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. A expectativa é de que a taxa permaneça nesse nível até o fim de 2025.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e o valor repassado aos clientes, registrou estabilidade em 20,3 p.p., com queda de 0,2 p.p. no mês e alta de 1,7 p.p. em 12 meses.

Crédito livre

Entre as famílias, a taxa média de juros livres chegou a 57,7% ao ano, com queda de 0,7 p.p. no mês e aumento de 5,5 p.p. em um ano. O recuo foi puxado pela redução no crédito pessoal não consignado e no cartão de crédito parcelado. Já o rotativo do cartão registrou alta de 6,1 p.p. em julho, alcançando 446,6% ao ano.

Para empresas, o crédito livre atingiu 25% ao ano, com alta mensal de 0,7 p.p. e avanço de 3,9 p.p. em 12 meses.

Crédito direcionado

No crédito direcionado, regulado pelo governo, a taxa média para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano, enquanto para empresas foi de 13,6% ao ano. Houve pequena elevação nas operações com famílias e leve queda nas contratações para o setor empresarial.

Saldos das operações

As concessões de crédito em julho somaram R$ 644,1 bilhões, com retração de 0,3% no mês. Houve queda de 2% nas operações com empresas e avanço de 2,5% entre famílias. O estoque total de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 6,7 trilhões, crescimento de 0,4% em relação a junho.

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 19,5 trilhões, com alta de 0,9% no mês, impulsionado por títulos públicos e empréstimos externos.

Endividamento das famílias

A inadimplência manteve-se estável em 3,8% em julho, sendo 4,5% para pessoas físicas e 2,5% para jurídicas. O endividamento das famílias representou 48,7% da renda acumulada em 12 meses, enquanto o comprometimento da renda ficou em 27,6% em junho.

Fonte: cenariomt

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