CUIABÁ

Sinfra identifica falhas no BRT da Avenida do CPA e determina refeição de trechos; secretário convocado pela Assembleia

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) confirmou que foram identificados problemas em trechos já concluídos das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo a pasta, a fiscalização determinou a imediata reconstrução das áreas afetadas, serviço que está sendo executado pelo consórcio responsável sem custos adicionais para o Estado.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na quarta-feira (27), requerimento do deputado Lúdio Cabral (PT) para convocar o secretário Marcelo de Oliveira a prestar esclarecimentos sobre os atrasos e as falhas na execução da obra. A audiência foi marcada para 15 de setembro, às 9h, na Sala de Comissões da ALMT.
Lúdio, que vistoriou a região próxima ao Hospital de Câncer, denunciou a demolição de trechos recém-construídos da ciclovia, apontando desperdício e descaso.
“Encontramos concreto de quase 20 centímetros, recém colocado, sendo destruído novamente. O prazo de 150 dias dado em março está vencendo e não foi cumprido. Pelo contrário, novos problemas surgiram, como a situação da ciclovia. O secretário precisa explicar porque o cronograma não foi respeitado e o que, de fato, foi realizado até agora”, afirmou.
O deputado lembrou ainda que a obra deveria ter sido entregue até o fim de 2022, quando o governo Mauro Mendes (União) optou por substituir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT.
“Estamos em agosto de 2025 e apenas um trecho em Várzea Grande foi concluído. Na Avenida do CPA, da região do Hospital de Câncer até o CREA, a obra segue inconclusa, e os demais trechos sequer foram iniciados. A população é quem paga o preço com trânsito caótico, transporte coletivo precário e riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente motociclistas”, completou.
Em março, após impasse entre o Governo e o Consórcio Construtor BRT, ficou firmado um acordo para a conclusão de um trecho da Avenida do CPA em 150 dias, prazo que não foi cumprido. No início de agosto, a Sinfra prorrogou o contrato em mais 52 dias, com término previsto para 2 de outubro.

 

Fonte: Olhar Direto

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