“Vamos abrir mão disso porque os ambientalistas de fora ou aqueles que jogam contra os interesses dos brasileiros querem isso? Nós queremos preservar, queremos preservar a nossa Amazônia, agora nos respeite no direito de nos desenvolvermos, de gerar riqueza. Nós brasileiros queremos preservar, precisa ninguém vir meter o dedo na nossa cara. Agora não podemos abrir mão de ficar gerando riquezas para tirar o Brasil da pobreza, tirar milhões de pessoas da pobreza, porque isso agrada meia dúzia de ambientalista que estão a serviços de nossos concorrentes”, disparou.
Mauro criticou a ideia de “desmatamento zero” e afirmou que, antes de se discutir isso, o foco deve ser o combate ao desmatamento ilegal. Ele citou o caso de Autazes, no Amazonas, onde a exploração de fosfato – essencial para a produção de fertilizantes – exigiria o desmatamento de uma área equivalente a poucos campos de futebol, algo que ele considera insignificante diante do território nacional.
“Temos que acabar com as ilegalidades nesse país. Não podemos tirar o direito das pessoas se desenvolverem. Quer dizer que se encontrarmos fertilizantes em algum canto dessa parte do Brasil não vamos poder explorar porque não vamos poder abrir um campo de futebol? Autazes (AM), onde tem lá 20% hoje, já prospectado, de todo fosfato que o Brasil importa de todos os outros países, vai desmatar 4 ou 5 campos de futebol. Isso é um grão de areia em todo nosso território”, argumentou.
A fala do governador reforça a postura de setores do agronegócio que defendem a exploração de recursos naturais como meio de impulsionar a economia e reduzir a dependência de insumos estrangeiros. Em um momento de pressão global sobre o meio ambiente, Mendes se posiciona contra o que chama de interferência externa nos interesses econômicos do Brasil.
Fonte: Olhar Direto