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Contrato assinado por Emanuel pode gerar prejuízo de até R$ 2 mi/mês, alerta CPI: entenda os riscos

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A Prefeitura de Cuiabá pode ter um prejuízo mensal de quase R$ 2 milhões a partir de 2030, caso o contrato com a CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo, seja mantido. O alerta foi feito pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Rafael Ranalli (PL), que apura o contrato na Câmara de Vereadores.

Ele comentou que o documento é muito complexo, porém descobriram que o valor que o município deve repassar como contrapartida à empresa, que hoje é de R$ 650 mil, sofre um aumento gradativo a cada ano.
“A partir do sexto ano, a contraprestação do município será de R$ 1,9 milhão, ou seja, cerca de R$ 2 milhões. No primeiro ano, há um desconto; no segundo ano, também, e assim sucessivamente até o quinto ano. Começou em R$ 650 mil, vai bater R$ 800 mil, R$ 1 milhão e pouco… Quando chegar do quinto para o sexto ano, vai para R$ 1,94 milhão por mês até o trigésimo ano”, explicou.
Ranalli afirmou que os membros da CPI continuarão analisando o documento para identificar quais são as vantagens do contrato para o município. Ele destacou que a prefeitura poderia ter firmado um contrato apenas com uma empresa para realizar o serviço, sem vinculá-lo à construção do Mercado Municipal Miguel Sutil, como está previsto atualmente.
“Outro fator que estamos tentando entender é que o dinheiro arrecadado pelo estacionamento rotativo cai em uma conta administrada pela prefeitura. A prefeitura precisa fazer o caixa e pagar a parcela devida à concessionária, no caso, a CS Mobi. Então, tudo isso tem que ficar muito esclarecido, porque não estamos conseguindo detectar qual é a vantagem para o município”, disse.
“O cuiabano leigo pode alegar: ‘Tá, mas não era mais fácil ter terceirizado o estacionamento e contratado uma empresa para fazer a obra, uma coisa independente da outra?’ Essa mistura de alhos com bugalhos nos causa espanto. Pô, o contrato começou na Secretaria de Agricultura, meio estranho… E aí a construção do mercado municipal está relacionada com o estacionamento rotativo, que poderia ser outra fonte de renda”, complementou.

O prefeito Abilio Brunini (PL) determinou a suspensão do pagamento dessa contrapartida até que a Procuradoria conclua uma análise minuciosa do documento. Ele justificou a decisão alegando o alto valor desembolsado e a falta de contrapartida da empresa.

 

Fonte: Olhar Direto

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