A Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) anunciou oficialmente a eleição do presidente da Argentina, Javier Milei, como Economista do Ano de 2025 nesta terça-feira, 25. A premiação, que ocorre anualmente desde 1959, busca reconhecer profissionais que valorizam e dignificam a imagem da profissão.
A OEB enfatizou que a escolha de Milei foi unânime entre os membros da Diretiva e do Conselho Superior da entidade. Segundo a organização, a decisão foi motivada pela atuação do presidente argentino nas áreas de política monetária e regulação, bem como pela implementação de medidas cruciais para a estabilização da economia do país.
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Em comunicado oficial, a entidade destacou que “a eleição não poderia ter sido mais acertada”, pois Milei tem demonstrado “sabedoria e determinação” na condução econômica do país. De acordo com a , seu trabalho tem sido fundamental para guiar a Argentina “em momentos de incerteza e volatilidade nos mercados”.
Na carta enviada ao presidente argentino, assinada pelo Prof. Dr. Manuel Enríquez García, presidente da OEB, a entidade demonstrou sua satisfação com a escolha: “A OEB felicita o colega economista, convencida de que Vossa Excelência aceitará o título como um reconhecimento por tudo o que tem feito pelo engrandecimento da nação argentina”.
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O prêmio Economista do Ano é um programa contínuo de reconhecimento dos profissionais da área. “Podem ser indicados para concorrerem ao prêmio os profissionais que se destacam pela sua contribuição para fortalecer o desenvolvimento econômico do País e para promover a reflexão crítica sobre a complexidade da sociedade”, ressalta a OEB.
Entre os laureados ao longo dos anos, destacam-se Roberto Campos, Delfim Netto, Mário Henrique Simonsen, Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, Armínio Fraga, Aloizio Mercadante, Pérsio Arida, Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende.
Com Milei, Argentina tem superávit recorde de quase US$ 19 bilhões
Os avanços econômicos do governo Milei são incontestáveis. Dados oficiais divulgados em janeiro revelam que a Argentina alcançou um superávit comercial recorde de US$ 18,9 bilhões em 2024, resultado que supera o antigo recorde de US$ 16,89 bilhões, em 2009.
No mês de dezembro, o superávit comercial foi de US$ 1,67 bilhão e completou 13 meses consecutivos em que as exportações superaram as importações. O resultado foi significativamente maior do que os US$ 921 milhões previstos por uma pesquisa da agência internacional de notícias Reuters.
Desde que assumiu o cargo, no final de 2023, Milei concentrou-se em aumentar as exportações de grãos e energia. Além disso, o presidente também dedicou-se a reduzir os gastos públicos com o objetivo de conter a inflação.
As exportações em 2024 no país totalizaram quase US$ 80 bilhões, impulsionadas pela agricultura e pela pecuária, enquanto as importações foram de aproximadamente US$ 61 bilhões. O Brasil foi o principal destino das exportações argentinas e representou 17% do total, seguido por e Chile.
Além disso, em dezembro, a inflação oficial da Argentina foi de 2,7%. A desaceleração da inflação, que chegava a 300% no governo esquerdista de Alberto Fernández, começou ainda nos primeiros meses de Javier Milei, que tomou posse em dezembro de 2023.
Desde então, ele adotou medidas para melhorar a economia deteriorada pelo peronismo. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos, a inflação anual está em 117,8%.
Fonte: revistaoeste