Cenário Político

Espanha aprova pedido: Tribunal avaliará extradição de Oswaldo Eustáquio

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2026

O governo espanhol autorizou o prosseguimento do pedido de extradição do jornalista Oswaldo Eustáquio, considerado fugitivo pela Justiça brasileira.

O Conselho de Ministros, principal instância de decisão coletiva do país, aprovou por unanimidade o avanço do processo. Isso pode resultar em uma ordem de prisão preventiva e na inclusão de Eustáquio na lista de captura em todo o território da . A decisão ocorreu durante uma reunião realizada em dezembro.

O documento que formaliza a decisão possui assinatura de Félix Bolaños, ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes Gerais da . Em um trecho, ele afirma:

“De acordo com as previsões do tratado de extradição entre Reino da Espanha e a República Federativa do Brasil, feito em Brasília em 2 de fevereiro de 1988, e da legislação espanhola, geral e específica, propõe-se: a continuação em via judicial do procedimento de extradição, solicitado pelas autoridades da República Federativa do Brasil, de Oswaldo Eustáquio Filho”, escreveu Bolaños.

A decisão ainda precisa passar pelo julgamento da Audiência Nacional, um Tribunal Superior espanhol que trata de casos dessa natureza.

Apesar disso, o advogado de Eustáquio, Ricardo Vasconcellos, afirmou a que o pedido da extradição se pauta tão somente em um “viés político”.

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“A Constituição Espanhola, que prevê em seu artigo 13 que nenhum estrangeiro será devolvido ao seu país de origem por questões politicas”, declarou a defesa do jornalista.

“Além desse fato constitucional, existe o Decreto Real 12/2009, que expressa que a solicitação de asilo político paralisa o processo de extradição em qualquer fase que se encontre, no caso de Oswaldo, fase inquisitorial, sequer denúncia oferecida ou delito configurado, ou seja, de acordo com a Constituição Espanhola, esse expediente deve ser paralisado em obediência ao devido processo legal e à presunção de inocência, ademais esta defesa confia no Poder Judiciário espanhol e em sua polícia nacional.”

Fonte: revistaoeste

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