O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), manifestou oposição à proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de alterar o cálculo para o reajuste anual do . O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 28, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ibaneis Rocha afirmou que “eles tĂŞm raiva de BrasĂlia”, referindo-se ao fato de que esta Ă© a segunda tentativa do governo Lula de reduzir o crescimento anual do fundo.
O governador se referiu à tentativa anterior de limitar o reajuste anual do FCDF a um teto de 2,5%, no âmbito do arcabouço fiscal. A proposta foi rejeitada pelo Congresso Nacional no ano passado.
Na ocasião, o governo do DF estimava uma perda de R$ 87,7 bilhões em receitas ao longo de dez anos, caso a medida fosse aprovada.
“Eles tĂŞm raiva de BrasĂlia”, disse Ibaneis Rocha. “Será a segunda tentativa deles nesse governo. Mas o povo de BrasĂlia Ă© forte e a classe polĂtica, unida. Vamos mostrar o desacerto da medida e trabalhar no convencimento dos congressistas.”
O FCDF, previsto na Constituição, é financiado pela União e destina-se a custear a segurança pública, além de parte das áreas de educação e saúde da capital federal. O orçamento previsto para o Distrito Federal em 2025 é de R$ 66,6 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões são oriundos da União, por meio do fundo.
De acordo com o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), em 2023, o FCDF financiou R$ 9,6 bilhões em segurança pública, R$ 8 bilhões em saúde e R$ 5,4 bilhões em educação.
Atualmente, o reajuste anual do FCDF Ă© baseado na variação da receita corrente lĂquida (RCL) da UniĂŁo. A proposta do governo federal Ă© vincular o reajuste ao ĂŤndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Por fim, a questĂŁo especĂfica da emenda constitucional que criou o Fundo de Desenvolvimento da reforma tributária prevĂŞ capitalização que chega em 2042 a R$ 60 bilhões”, disse Haddad, em coletiva de imprensa.
“O que estamos prevendo Ă© que o Fundo do Distrito Federal vai ter a mesma cláusula de reajuste do Fundo do Desenvolvimento Regional, qualquer que seja”, acrescentou. “Hoje Ă© IPCA, mas nĂŁo pode haver um descasamento de um ente federado e do paĂs inteiro, consagrado na reforma tributária.”
O ministro também ressaltou que a medida busca compatibilizar as despesas obrigatórias do DF com os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.
Fonte: revistaoeste





