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Estados Unidos anunciam compromisso para fim do uso de carvĂŁo em usinas de energia

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2026

Os Estados Unidos comprometeram-se, neste sĂĄbado, 2, com a ideia de eliminar gradualmente as usinas termoelĂ©tricas a base de carvĂŁo, um dos grandes fatores para o chamado “aquecimento global”.

John Kerry, o enviado especial dos EUA Ă  28ÂȘ ConferĂȘncia das NaçÔes Unidas sobre as Mudanças ClimĂĄticas (COP28), que ocorre nos Emirados Árabes, anunciou que o paĂ­s estava se juntando Ă  Powering Past Coal Alliance. Isso significa que a administração Biden se compromete a nĂŁo construir novas usinas de carvĂŁo e a eliminar gradualmente as usinas existentes. O representante norte-americano nĂŁo estipulou nenhuma data para desativar as usinas ainda em funcionamento.

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“Trabalharemos para acelerar a eliminação progressiva do carvĂŁo em todo o mundo, construindo economias mais fortes e comunidades mais resilientes”, disse Kerry, na COP28. “O primeiro passo Ă© parar de agravar o problema: parar de construir novas centrais termoelĂ©tricas a base de carvĂŁo.”

Em outubro, pouco menos de 20% da eletricidade dos EUA era alimentada por carvĂŁo, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA. A quantidade de carvĂŁo queimado nos Estados Unidos no ano passado corresponde a menos da metade do nĂ­vel de 2008.

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Alemanha vai na contramĂŁo dos Estados Unidos e recorrem ao carvĂŁo

“De alguma forma, a Alemanha, um país onde o governo está fortemente comprometido com a energia limpa, está se preparando para acender as usinas de energia a carvão”, escreve J.D. Tuccille, .

Berlim tomou essa decisão depois is de enfrentar uma crise energética.

Esse movimento Ă© ainda mais impressionante, considerando que representantes do governo teimam em nĂŁo reativar as mofadas usinas nucleares, ou mesmo reconsiderar o calendĂĄrio para aposentar as que continuam ativas. É uma situação espantosa para uma nação que muito recentemente anunciou que logo atenderia a todas as suas necessidades de energia com luz do sol e brisas de verĂŁo.

“Um projeto que oferece a base legal para queimar mais carvĂŁo para gerar energia estĂĄ percorrendo seu caminho no Parlamento, com o objetivo de impulsionar a produção das chamadas usinas de reserva, que sĂŁo usadas de forma irregular para estabilizar o sistema e estĂŁo programadas para desativação nos prĂłximos anos”, informou a agĂȘncia pĂșblica de notĂ­cias Deutsche Welle, no ano passado.

O ministro da Economia alemĂŁo, Robert Habeck, descreveu sua polĂ­tica energĂ©tica como “uma espĂ©cie de queda de braço” com o presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou o Deutsche Welle, em referĂȘncia Ă  redução no fornecimento de gĂĄs natural feita pela RĂșssia para os paĂ­ses que impuseram sançÔes depois da invasĂŁo da UcrĂąnia.”

A retaliação de Putin contra a Europa Ocidental elevou os preços da energia e aumentou as preocupaçÔes com os meses escuros que virĂŁo depois de um inverno frio. Mas, assim como as mazelas dos preços dos combustĂ­veis nos Estados Unidos, os problemas da Alemanha sĂŁo anteriores Ă  guerra na UcrĂąnia e estĂŁo intimamente ligados aos objetivos da classe polĂ­tica do paĂ­s sobre o futuro da energia, na ausĂȘncia de um plano realista para atingi-los.

Em 2011, depois que um terremoto e um tsunami desencadearam um desastre na Usina de Energia Nuclear de Fukushima Daiichi, o governo alemĂŁo renovou seu compromisso de fechar todas as usinas nucleares e obter eletricidade com o vento e a luz solar. A decisĂŁo foi motivada pelos medos pĂșblicos em relação Ă  energia nuclear, mas tambĂ©m pela forte insistĂȘncia em que essa fonte de energia nĂŁo tem lugar em um futuro sustentĂĄvel.

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Revista Oeste, com informaçÔes da Associated Press

Fonte: revistaoeste

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