Em uma carta assinada por diversos líderes regionais, incluindo o Brasil, a Argentina pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apoio nas negociações do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para reformular uma dívida de US$ 44 bilhões.
Atualmente, o governo argentino luta contra a diminuição das reservas em moeda estrangeira e uma inflação de 100%. Além disso, o país passou por uma grande seca que afetou diretamente as exportações de soja e milho. Porém, caso a Argentina acelere os pagamentos do FMI, espera-se que seja possível aliviar algumas metas econômicas no acordo.
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A carta, que também foi apoiada pelos líderes do México, Chile, Colômbia, Paraguai e Bolívia, indica uma escalada nas tensões ao tratar das negociações com o fundo internacional, um credor multinacional no qual os EUA têm participação individual de votos.
“A inflexibilidade do FMI em revisar os parâmetros do acordo no contexto da seca que descrevemos corre o risco de transformar um problema de liquidez em um de solvência”, disse a carta compartilhada pelo governo da Argentina. “Por essas razões, pedimos com respeito e carinho que apoiem a Argentina nas negociações que está realizando”.
A Argentina é o maior devedor do FMI e, em 2018, atingiu pela primeira vez um programa de empréstimos de US$ 57 bilhões sob o comando do ex-presidente conservador Mauricio Macri. O gigante empréstimo foi substituído por um novo acordo acertado no ano passado pelo atual líder argentino, Alberto Fernandez.
Fonte: Veja