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Após desavenças entre autoridades, EUA e China estabelecem diálogo ‘produtivo’

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Apesar do posicionamento de que Washington defenderá seus interesses, o embaixador dos Estados Unidos na China e uma autoridade do Departamento de Estado americano teriam participado nesta segunda-feira, 5, de conversas “francas e produtivas” com representantes chineses. O encontro entre os membros dos governos ocorre após o mal-estar provocado depois de o ministro da Defesa da China, Li Shangfu, ter recusado a proposta do de encontrar com o seu homólogo americano, Lloyd , na semana passada.

O desagrado ocorreu durante o evento Diálogo de Shangri-La, uma cúpula de segurança do continente asiático realizada em Singapura. Em uma suposta tentativa de reverter a tensão, o adjunto de Estado para assuntos do Leste Asiático e do Pacífico, Daniel Kritenbrink, reuniu-se com integrantes do Ministé das Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu e Yang Tao, em Pequim. O embaixador dos EUA na China, Nicholas Burns, e a autoridade do Conselho de Segurança Nacional, Sarah Beran, também estiveram presentes no encontro.

“Os dois lados trocaram pontos de vista o relacionamento bilateral, questões através do Estreito, canais de comunicação e outros assuntos. As autoridades americanas deixaram claro que os Estados Unidos competirão vigorosamente e defenderão os interesses e valores americanos”, informou o Departamento de Estado dos EUA.

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A mídia estatal chinesa criticou a viagem de Kritenbrink, interpretando a decisão como forma de demonstração de que os americanos estariam liderando a busca por uma comunicação entre os países. Ainda segundo o comunicado americano, a reunião teve como finalidade promover “linhas de comunicação abertas e construir uma recente diplomacia de alto nível”.

De acordo com o jornal Global Times, autoridades de Washington estariam tentando construir uma imagem de responsável através de uma “mensagem de boa vontade” ao procurar por lideranças de Pequim. Como consequência, os chineses seriam culpados por qualquer recusa de contato.

As relações sino-americanas estão estremecidas desde o sobrevoo de um suposto balão espião chinês no espaço aéreo americano, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o secretário de Estado, Antony Blinken, cancelou uma visita à China após suspeitas de que o equipamento teria coletado informações sobre a inteligência militar dos EUA. O apoio da administração de Joe Biden, presidente americano, a Taiwan, considerada uma província rebelde pela China, também agravou os tensionamentos entre as nações.

Fonte: Veja

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