Em entrevista à emissora Rossiya-1 e à agência de notícias estatal RIA, o presidente da Rússia, , disse que o país está preparado para uma guerra nuclear. Ele também disse que um eventual envio de soldados norte-americanos para a vai aumentar a tensão no conflito. As declarações de Putin foram ao ar nesta quarta-feira, 13.
Putin disse que, do ponto de vista técnico-militar, o país está pronto. Apesar de ressaltar a preparação para o conflito, o presidente alegou que o país “não vai se precipitar” na ofensiva.
Na entrevista, ele citou as circunstâncias nas quais o considera recomendável recorrer a armas nucleares: em resposta a um ataque com armas nucleares ou outras armas de destruição em massa, ou em resposta ao uso de armas convencionais em que “a própria existência do Estado é ameaçada”. O líder também afirmou que “as armas existem para serem usadas”.
Quando interpelado sobre negociações com a Ucrânia, Putin disse que aceitaria conversar desde que as conversas sejam “baseadas na realidade, e não em desejos depois do uso de drogas psicotrópicas”.
. Estima-se que pelo menos 500 mil pessoas tenham perdido a vida nos conflitos. Além disso, mais de 14 milhões de ucranianos — equivalente a um terço da população do país — foram deslocados de suas residências, enquanto 6,5 milhões buscaram refúgio em países vizinhos.
Desde o início dos conflitos, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e países aliados têm dado forte apoio à Ucrânia. .
Uma das justificativas dadas pelo governo russo para a invasão de território foi a expansão da Otan no Leste Europeu, em especial depois que Kiev começou a dar sinais de que queria fazer parte da aliança militar.
Em 27 de fevereiro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que uma guerra entre a e a Otan será inevitável caso os membros da organização decidam enviar recursos para a Ucrânia.
A Ucrânia formalizou seu pedido de adesão à aliança militar em setembro de 2022. O Kremlin expressa preocupação com a possibilidade de a Otan estar próxima das fronteiras da Rússia, visto que cinco países da organização compartilham fronteira terrestre com seu território: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Finlândia.
A Finlândia se tornou o 31º membro da Otan em abril de 2023, dobrando a extensão da fronteira da Otan com a Rússia, abrangendo aproximadamente 1,3 mil quilômetros.
Fonte: revistaoeste