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Lula visita o Palácio do Eliseu para reunião com o presidente Macron em busca de parcerias e diálogo internacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao Palácio do Eliseu na manhã desta sexta-feira, 23, para um almoço de trabalho com o presidente da França, Emmanuel Macron. Ele foi recepcionado pelo anfitrião, que já havia sentado mais cedo ao seu lado durante a Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global.

Esta é a primeira vez em sete anos que um chefe de Estado brasileiro visita a França, e o petista é acompanhado por uma grande comitiva que inclui o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Antes da reunião com Macron, ele também se encontrou com Jean-Luc Mélenchon, presidente de honra do partido de esquerda radical França Insubmissa, e, logo após a refeição, com a prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo. As duas personalidades políticas são fortes opositores ao presidente francês.

No menu do almoço de trabalho está prevista uma conversa sobre o acordo entre União Europeia e Mercosul. Durante a cerimônia de encerramento da Cúpula do Novo Pacto Financeiro, nesta manhã, Lula disse que uma carta detalhando novas exigências do bloco europeu para concluir o acordo comercial com o grupo latino-americano representa uma “ameaça a um aliado estratégico”, enquanto a Assembleia Nacional da França, na semana passada, aprovou uma resolução contra a ratificação.

Os deputados franceses, que variam do espetro conservador e protecionista até a esquerda ecológica, defendem o endurecimento das obrigações ambientais referentes às metas climáticas do Acordo de Paris, selado em 2015, como requisito para a assinatura da parceria comercial, que se arrasta em negociações há mais de 20 anos.

Além disso, os dois devem conversar sobre – sempre ela – a guerra na Ucrânia. O governo Lula é contra as sanções econômicas impostas à Rússia e o envio de armamentos para Kiev, e tenta, por meio da proposta de um “clube de paz” de países isentos, se impor como um mediador para a negociação do fim do conflito. Macron deseja que ele se aproxime da abordagem europeia e americana, de condenação total ao agressor e apoio incondicional à vitima da invasão.

A França, seguindo a cartilha do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defende contribuir para a defesa do território ucraniano, assegurar a integridade do país e não aceitar acordos com o o presidente russo, Vladimir Putin, sem a retirada total dos soldados russos da Ucrânia – incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscou em 2014.

Fonte: Veja

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